As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 26/06/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir a todos uma saúde de qualidade. Todavia, é notório que esse direito não é garantido de forma igual. Nesse sentido, convém analisar as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde dos brasileiros, seja pela falta de atendimentos em locais mais pobres, seja pela carência de atendimentos especializados a grupos que sofrem alguns tipos de preconceitos.
Em primeiro plano, cabe destacar que há uma necessidade de alguns tipos de atendimentos em lugares mais carentes. John Rawls, filósofo norte-americano, afirma que para haver justiça social em um país, é preciso dar o máximo de oportunidades a quem tem menos. Entretanto, é perceptível que não há essa justiça no Brasil, visto que, em locais mais necessitados (favelas, periferias e zonas rurais), na maioria das vezes, não há serviços mais especializados aos cidadãos, como consultas psicológicas, exames e outros. Exemplo disso são as pessoas que passam anos esperando atendimentos em outros lugares e não conseguem. Nesse contexto, a injustiça pode gerar impactos à saúde humana, uma vez que a falta desses atendimentos dificulta o diagnóstico clínico.
Além disso, a carência de serviços a grupos que sofrem preconceitos pode agravar problemática. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, saúde é um completo estado de bem-estar físico, mental e social. No entanto, nota-se que minorias que sofrem exclusões sociais não apresentam uma saúde de qualidade, tendo em vista que o metal e o social são abalados, podendo gerar problemas como estresse, dificuldade na sociabilidade, depressão e ansiedade. Sob essa ótica, é imprescindível um olhar mais direcionado para esses grupos e mais serviços, para que o impasse não agrave mais o cenário de desigualdade.
É evidente, portanto, a necessidade de mudança desse quadro. Para isso, o Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, deve implantar mais serviços à saúde da população de lugares mais carentes, por meio de investimentos em espaços para consultas médicas, bem como em mais profissionais que possam atender as pessoas (médicos, enfermeiros e psicólogos) para que, dessa forma, não haja uma exclusão e a saúde humana não sofra consequências. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar projetos de atendimentos a grupos que mais precisam, de forma especializada, com o fito de atender as necessidades individualizadas de cada membro e garantir uma saúde de qualidade a todos.