As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 09/07/2020

O Brasil é um dos poucos países a possuir um sistema unificado de saúde (SUS), e além disto, possuir integralidade como um princípio, isto é, ser responsável por todas as pautas que envolvem saúde no país.  E também, em seus conceitos há a presença de equidade e universalidade, ou seja, todos os cidadãos são tratados da mesma maneira em solo nacional. Entretanto, na prática esse sistema mostra-se segregador de, principalmente, minorias, o que afeta não só os pacientes em questão mas todos que vivem em torno.

Por exemplo, até o ano de 2020 os homossexuais eram impedidos e constantemente constrangidos ao tentarem fazer a doação de sangue, pois há uma erronia ligação entre eles e doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, depois da pauta ser muito discutida, com o argumento de que isso impede um maior abastecimento dos bancos de sangue do país, o Supremo Tribunal Federal tomou essa norma como inconstitucional e a aboliu.

Mas esses não são os únicos que sofrem exclusão quando se diz respeito a saúde. O desamparo das autoridades políticas, sanitárias e a marginalização de pessoas pobres e periféricas traz consigo uma ausência de saneamento básico nas comunidades brasileiras, e isto afeta não só os moradores locais como os de arredores, em que a um aumento de doenças como dengue e esquistossomose, disseminando-se para não-moradores também.

Portanto, conclui-se que para um sociedade mais funcional é necessário que todos os integrantes tenham pelo menos as mínimas condições de igualdade, já que a vivência de um pode afetar a todos. Então, pode-se tomar medidas contra a exclusão destes grupos como políticas públicas intersetoriais que inclua a melhoria de saneamento básico, higiene e hospitais para as populações minoritárias e projetos de leis que penalizem a discriminação direta ou não destes, visando assim, colocar em prática o nobre princípio da equidade e integralidade.