As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 16/07/2020
A Revolta da Vacina,ocorrida no ano de 1904,foi um motim popular contra à vacinação obrigatória imposta pelas elites cariocas.Tal movimento foi praticado pela parcela mais pobre e excluída socialmente do Rio de Janeiro.Observa-se,no panorama atual do Brasil,a perpetuação da exclusão de grupos minoritários ,no que diz respeito à saúde,e como a desigualdade socioeconômica influi na queda da qualidade de vida e na saúde dos mais pobres.
Pontua-se,em uma análise inicial,que a negação do direito a saúde para as pessoas excluídas socialmente,no Brasil,faz parte da realidade histórica do país.Prova disso é o “Holocausto Brasileiro” ocorrido na cidade de Barbacena(Minas Gerais),onde o “Hospital Colônia de Barbacena” protagonizou um dos maiores massacres contra doentes mentais e pessoas marginalizadas socialmente,como gays,mendigos,prostitutas,entre outros.Isso porque a sociedade nativa carrega uma distinção inerente àqueles que compõe grupos minoritários.Tal problemática,nesse sentido, é justificada por Norbert Elias em seu livro " Os estabelecidos e os outsiders",o qual narra o processo opressor de exclusão dos direitos básicos vivenciado pelos “marginais” da sociedade.Como consequência de tal opressão,verifica-se o não cumprimento da constituição brasileira de 1988,a qual evidencia que " A saúde é dever e direito do Estado".
Sob esse prisma,percebe-se que a desigualdade socioeconômica existente no Brasil atinge,sobretudo,a saúde e qualidade de vida dos mais pobres.Isso ocorre porque a ausência de investimentos estruturais em UPAS(Unidades de Pronto Atendimento e Socorro)e postos de saúde corroboram com o aumento exacerbado da demanda hospitalar e dos centros cirúrgicos,fator esse que poderia ser amenizado com a tomada de medidas preventivas e auxiliares aos pacientes.Um exemplo disso é,segundo a OMS(Organização Mundial de Saúde),o fato do país ser um dos que menos realiza visitas preventivas domiciliares.Como consequência disso,verifica-se o superlotamento de hospitais públicos e perpetuação da exclusão dos brasileiros mais pobres.
Nota-se,portanto,que para a redução da exclusão e dos impactos dessa na saúde dos brasileiros,Governo Federal,com o auxílio do Ministério da Saúde e faculdades públicas de medicina,deve ampliar o número de visitas domiciliares,por meio dos estudantes e de seus preceptores,com o intuito de reduzir o fluxo de pacientes (nos hospitais públicos) com sintomas leves,bem como ampliar o alcance da medicina preventiva e voltada aos grupos minoritários, no Brasil.A fim de que haja a redução do superlotamentos dos hospitais públicos e periféricos,e os “excluídos” passem a ter seus direitos básicos respeitados,como garante a Constituição de 1988.