As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 11/07/2020
População excluída: consequência na saúde humana
O art. 196 da Constituição Federal Brasileira de 1988, diz que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado”. Nessa perspectiva, é eminente a negligência governamental, no direito de bem-estar e a manutenção da vida para todos. Por outro lado, a exclusão socioeconômica é desafio no dia a dia de uma parte populacional, as consequências de tais atos, inclinam-se na saúde brasileira. Dessa maneira, mostra-se fundamental analisarmos o preconceito estabelecido na sociedade com certos grupos étnicos e a desestruturação que se encontra o país.
A princípio, a repulsa social atinge um assunto de desatenção do Estado, a saúde mental. No entanto, dados de uma pesquisa do Ministério da Saúde, afirma que: “Jovens negros de 15 a 29 anos tem 45% de chances a mais de cometerem suicídios”. Nesse sentido, a falta de qualificação dos profissionais, auxilia com a discriminação a negros, mulheres, imigrantes e a comunidade LGBT+, dentro das instituições de saúde. Bem como, essa distinção é resultado de padrões estabelecidos socialmente e essa parte da população ser vista como “diferentes”.
Ademais, a superlotação e falta de investimentos na saúde pública, dificulta o acesso dessas pessoas. Certamente, o pensador Juahrez Alves, quando disse: “Um governante que negligência a saúde tem um governo assassino e um povo omisso”, ele exemplifica a desordem governamental com o bem-estar social. Assim, ter uma saúde de qualidade, o que deveria ser direito básico, torna-se um impasse no tratamento de doenças, pois o indivíduo teme a procurar ajuda, o que pode ocasionar seu falecimento.
Portanto, diante dos fatos expostos, medidas devem ser tomadas. Em virtude disso, deve o Ministério da Cidadania em conjunto com a Mídia, que promovam campanhas, de modo a conscientizar a população sobre a exclusão social, através de propagandas durante os intervalos de telejornais e pelas redes sociais. Além disso, é fundamental que o Ministério da Saúde em parceria com Universidades, adéquem os profissionais ao atendimento especializado para os grupos mencionados acima. A partir dessas ações, espera-se promover a diminuição do ato de excluir socialmente pessoas e a negligência governamental em questão da saúde.