As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 11/07/2020

A OMS define saúde como o estado de completo bem-estar físico,mental e social.No entanto,esta visão igualitária não é observada no Brasil,visto que diversos seguimentos da sociedade são excluídos do acesso equitativo ao sistema de saúde.Com efeito,para que sejam mobilizadas medidas no sentido de solucionar o imbróglio,é crucial a discussão acerca de dois fatores:o preconceito estrutural e o descaso governamental.

A princípio,é necessário avaliar como a discriminação de determinadas populações contribui para a segregação nos serviços de saúde.Partindo dessa perspectiva,Émile Durkheim,sociólogo francês,declara que a sociedade não é a simples soma de indivíduos,e sim o sistema formado por sua associação que tem características próprias.Assim,visto que,no Brasil,a saúde pública é um direito de todos,é lamentável que povos vulneráveis- como:negros,pobres e membros da comunidade LGBTQ+ -não desfrutem plenamente deste benefício devido a ideais arcaicos presentes na sociedade.Em vista disso,tais populações sofrem com altas taxas de mortalidade,pois não usufruem do sistema de forma plena.

Outrossim,é notório que o abandono estatal para com as parcelas da população vítimas da iniquidade contribui para a problemática.Sob essa conjuntura,Karl Marx,sociólogo alemão,alega que o Estado é negligente,pois suas ações são voltadas somente à classe dominante.Destarte,sendo o acesso ao completo bem-estar uma condição mínima para a sobrevivência do cidadão,é inadmissível que em um país democrático o acesso a saúde não seja isonômico.Consequência disso,é observada na minoria de representantes LGBTQ+ que frequentam o sistema de saúde com regularidade,por conta do despreparo do ambiente hospitalar no sentido de proporcionar um atendimento humanizado e livre de preconceitos para eles.

Infere-se,portanto,que as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do povo é um grande desafio no Brasil.Nesse sentido,a fim de inibir o preconceito social e a desconsideração governamental da ação sobre a supressão do acesso ao bem-estar idôneo,a Secretaria da Saúde -instituição responsável pelas políticas públicas voltadas às questões sanitárias - deve promover a criação de programas para a inclusão rápida e facilitada ao sistema de saúde,destinados aos habitantes em condição de fragilidade,por meio da capacitação dos profissionais da saúde,o que,devido a um atendimento mais atencioso,incentivaria uma maior adesão destes vulnerabilizados,por conseguinte,um tratamento mais adequado para as suas enfermidades físicas e mentais.Isso posto,a exclusão será minimizada e,assim,conjuntamente os seus efeitos sobre a saúde dos brasileiros.