As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 02/11/2020

Desigualdade no Sistema de Saúde

O Brasil é um país com índice de desigualdade devastadores, os quais reverberam por diversas esferas do nosso sistema. Um exemplo de disparidade entre os diversos grupos socioeconômicos de nosso Estado é a dificuldade do acesso à saúde de qualidade por pessoas com menor poder aquisitivo. Esse problema prevalece forte até hoje não só por conta dos preconceitos intrínsecos em nossa sociedade, como também pela distribuição mal remanejado dos recursos públicos.

De acordo com uma pesquisa da ONG AFESU, sobre violência obstétrica no Brasil, mais da metade das mulheres que morrem no parto são negras. Além disso, segundo a professora e pesquisadora Joilde Nery, crianças negras tem 92% a mais de chance de contrair lepra. Inegavelmente o padrão posto acima, onde os negros de certos são as maiores vítimas da precariedade do sistema de saúde público, ocorre devido a cultura racista no Brasil.

Não apenas bastasse a diferença racial, a diferença social também impacta diretamente na saúde, e portando na longevidade da população. Conforme uma pesquisa do SIM realizada em São Paulo, pessoas que moram em bairros nobres tendem a viver cerca de 81 anos, enquanto moradores de periferias (que é majoritariamente composta por pessoas pardas e pretas) vivem em média 58 anos. Isso ocorre em virtude da escassez de recursos públicos de qualidade em regiões mais pobres, como favelas.

Assim, as desigualdades no geral e a má distribuição dos recursos por entre a cidade impactam diretamente na saúde das minorias. Logo, o Ministério da Saúde deve incentivar as prefeituras estaduais e municipais, por meio de subsídios federais, a construir mais Upas e hospitais de grande porte em subúrbios carentes, para que assim haja uma melhora de qualidade de vida da população mais necessitada.