As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 16/07/2020
Em nossa sociedade atual, a exclusão social continua sendo algo muito presente, mesmo, dentro da própria comunidade LGBTQI+, é notável o preconceito com pessoas que se identificam como bissexuais ou pansexuais, que, por muitas vezes são submetidas a situações humilhantes por terem essas sexualidades. Frequentemente, essas orientações de gênero acabam sendo chamados de uma fase de indecisão o que com o tempo pode acabar ocasionando em traumas psicológicos, como a ausência de personalidade e não aceitação de si mesmo.
Um estudo feito por professoras da Unesp, foi publicado no periódico SciELO em 2012, abordando a temática de suicídio entre pessoas que se identificam como, héteros, gays, lésbicas e bissexuais com a idade entre 12 e 20 anos, como resultado foi obtido que as pessoas que se identificam como bissexuais têm as maiores taxas de suicídio dentre os analisados, por não serem aceitos no meio em que vivem e consequentemente não se aceitarem.
Essas informações levam-nos a um quadro preocupante a respeito da saúde de pessoas que não conseguem lidar com certas ofensas e preconceitos, que necessitam de cuidados psicológicos e acompanhamento por profissionais. A falta de punições adequadas por parte da lei, à pessoas que cometem crimes de ódio agravam esse quadro, por conseguinte leva-nos ao aumento da taxa de suicídio relacionados à pesquisa.
Faz-se necessária a intervenção governamental, para que sejam criados projetos para o amparo e auxílio psicológico para pessoas que estejam sofrendo qualquer tipo de abuso, maior rigorosidade nas penas em relação a indivíduos que cometam crimes de ódio contra as minorias e meios que facilitem às denúncias por meio de departamentos, dependendo da espécie de denúncia e com isso espera-se que aumente a velocidade para processar e atender as necessidades de quem está passando por abusos.