As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 15/10/2020
O Artigo 196 da Constituição diz que a saúde e direito de todos e dever do Estado. Contudo, o preconceito estrutural na sociedade brasileira, bem como a desigualdade no acesso ao serviço de saúde, faz com que as populações mais pobres, vulneráveis e excluídas tenham indicadores de saúde piores em relação às populações privilegiadas.
É primordial ressaltar que a discriminação pode encadear ao adoecimento mental. O preconceito abala o bem-estar do ser humano, e isso também está relacionado a saúde, já que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.
Concomitante a isso, apesar da saúde ser direito de todos e dever do Estado, o Estado é negligente em relação aos negros, que são a maioria entre pobres e miseráveis do Brasil, eles possuem indicadores de saúde piores em relação aos brancos. Em consequência disso, dados apontam que jovens negros entre 15 a 20 anos têm 45% de chance a mais de cometerem suicídio.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, os Líderes do Estado devem, por meio de verbas governamentais, ampliar o sistema de saúde em lugares menos privilegiados, é preciso também incentivar a denúncia, em casos de discriminação nesses locais, através de palestras. Dessa forma, será possível garantir um sistema que, de fato, siga a universalidade, integralidade e equidade.