As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 28/07/2020

A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, afirma em seu art. 196 que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Nesse sentido, é possível compreender que esse orgão deve garantir o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. No entanto, fora do papel a realidade é outra, visto que alguns fatores, como a exclusão social, o preconceito, a desigualdade socioeconômica e o racismo, impedem o funcionamento pleno da lei e contribuem para o amumento de doenças físicas e psicológicas. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Convém ressaltar, a princípio, a situação das minorias dentro da sociedade. Quanto a esse fator, é válido destacar que a desigualdade social se faz presente desde o início da colonização do Brasil e, até hoje, uma grande parcela da população permanece inserida em grupos de poucos privilégios. Por isso, é indiscutível que negros, homossexuais, transsexuais e pessoas com pouca renda, por não se enquadrarem nos padrões impostos pela sociedade, enfrentam diariamente problemas relacionados a inclusão. Além disso, há falta de oportunidades para esses grupos nas mais diversas áreas da vida, visto que os LGBTQ+ são vistos como doentes e negros são tratados como sujos ou incapacitados, enquanto brancos, das classes mais altas, são mais privilegiados e respeitados.

Por outro lado, é preciso compreender que esses problemas sociais impactam diretamente na saúde do indivíduo. Isso porque, o preconceito dentro de hospitais ou postos de saúde é muito grande, fazendo com que o atendimento seja de baixa qualidade. Além do mais, a discriminação pelos próprios profissionais e demais pacientes presente no local, pode levar a pessoa a não querer mais buscar ajuda, devido à vergonha, o que contribui para o aumento de algumas patologias. Outrossim, o psicológico desses grupos fica muito abalado devido às dificuldades enfrentadas e à própria exclusão social, podendo acometer a depressão e nos piores casos chegar ao suicídio.

É evidente, portanto, que medidas de inclusão precisam ser tomadas para reverter o quadro. Desse modo, cabe ao Ministério da cidadania, juntamente com o Ministério da Saúde, fazer uma análise social desses grupos por meio de questionários distribídos à população, para assim desenvolver campanhas de atendimento específicos à essas minorias, explicando sobre os principais riscos enfrentados por eles e como previní-los, além de disponibilizar exames mensalmente afim de evitar futuras patologias. Ainda, é importante que os próprios hospitais criem programas no combate ao preconceito, por meio de palestras que falem sobre a necessidade de tratar todos os pacientes com equidade e os efeitos sobre a vida desses pacientes caso essa ação não seja realizada. Assim, o problema será atenuado.