As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 03/08/2020
No Brasil, foi apenas no final do século XIX que a escravidão foi abolida e foi dada assistência às pessoas com deficiência visual por meio da criação de um instituto para cegos por D. Pedro II. Em, nosso país, pouco mais de cem anos não foram o suficiente para solucionar os desafios enfrentados pela comunidade negra e das pessoas com deficiência, bem como de outros grupos sociais, como as pessoas LGBTQI+, que embora estejam mais propensos à contraírem problemas de saúde, impulsionados por um preconceito estrutural, vivem em um contexto de exclusão que os afastam das condições de acesso para tratamento de sua saúde.
O preconceito provoca segregação e impactos ao bem estar mental em todas as fases da vida de um indivíduo: na idade escolar, o bulliyng por parte dos colegas; na idade adulta, a maior dificuldade de conseguir um emprego ou promoções para cargos superiores, pois os setores responsáveis por empregar e conceder promoções na empresa, não dão prioridades a essas pessoas. As dificuldades, promovidas por atitudes discriminatórias, fazem com que indivíduos pertencentes às minorias sociais tenham maior propensão a desenvolver quadros clínicos de doenças mentais, necessitando com mais frequência de tratamento psicológico e psiquiátrico.
Em segundo plano, por terem menores possibilidades de adquirir boas posições nas empreendimentos privados, isto é, quando conseguem um trabalho assalariado, essa população acaba possuindo uma renda menor, o que a priva de buscar outras alternativas de cuidar de sua saúde, como, por exemplo, através de planos de saúde ou consultas em unidades clínicas e hospitalares privadas. Dessa forma, há um fluxo maior de brasileiros dependendo da rede pública de saúde por não terem condições de pagar por um serviço particular.
Uma vez que existe uma demanda da população com maior chance de possuir doenças, porém com menos alternativas de acesso ao tratamento, motivadas pela exclusão social, é necessário que haja um maior apoio do governo a esses cidadãos. Uma alternativa viável para mitigar o problema, seria a elaboração e submissão de um projeto de lei à câmara dos deputados com a proposta de um programa de saúde voltado para as minorias, no qual o Ministério da Saúde concederia cotas de atendimento medico e psicológico em hospitais particulares, pagas pelo governo, para focar na saúde e bem estar das pessoas que mais necessitam de acompanhamento médico.