As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 04/08/2020

A Carta Magna de 1988 determina que saúde e bem-estar devem ser assegurados a todos os cidadãos. Todavia, percebe-se que no Brasil contemporâneo, a exclusão existente impede que esse direito seja gozado universalmente. Dessa forma, convém compreender como a herança histórica-cultural e a inoperância pública formam esse quadro.

Em primeiro plano, é visível que a problemática advém de uma mentalidade herdada historicamente. Durante o Período Colonial, difundiu-se um modelo social, característico pela raça branca, renda alta e heterossexualidade, o qual segregava todos aqueles fora desse padrão. Diante disso, apesar de várias décadas terem passado, essa visão excludente do século XVIII ainda é aceita por milhares de brasileiros, visto na discriminação a grupos, como negros e LGBTs nos serviços de saúde, seja por insultos, seja pelo preconceito dos próprios profissionais durante o atendimento. Dessarte, torna-se imperioso reverter esse quadro, pois compromete a saúde do indivíduo, ao dificultar sua procura ao médico.

Ademais, a ineficácia estatal também favorece a existência da exclusão e seus impactos sobre a saúde. Segundo a Lei do Sistema Único de Saúde (SUS) de 1988, o serviços de saúde pública devem ser baseados nos princípios de universalidade, equidade e integralidade. Porém, vê-se que essa norma limita-se à teoria, visto que não políticas públicas realmente eficazes que atendam as necessidades dos mais vulneráveis, como também que repudiam a discriminação residente nos locais medicinais. Desse modo, é intolerável que em um país comprometido em garantir a integridade física e mental de todos, essa ineficiência continue.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações que combatam o impasse brasileiro. Sob essa ótica, o Ministério da Saúde deve garantir serviços curativos e preventivos de qualidade universalmente, por meio de treinamentos e reordenação de funcionários em vários estados para tender com equidade à população, além de demitir aqueles preconceituosos, a fim de que haja a promoção do bem-estar de todos. Outrossim, é mister que a mídia desconstrua discriminações enraizadas, mediante publicidades nas redes sócias, como Facebook e Instagram acerca do respeito e repúdio a segregações sociais. Para que, assim, a norma Constitucional seja efetivamente cumprida.