As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 14/08/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que há impactos na saúde dos brasileiros, gerados pelas diversas formas de exclusão, que apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da exclusão social, quanto da exclusão cultural. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas social e cultural, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o os impactos na saúde dos brasileiros devido as diversas formas de exclusão derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a exclusão social no Brasil está longe de ser um problema resolvido. Com tantas desigualdades e comportamentos intolerantes, nosso país tem apresentado diversos casos de exclusão. Destacam-se as escolhas relacionadas com a sexualidade, religião e culturas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a exclusão cultural como promotora do problema. De acordo com o IBGE, 92% dos brasileiros nunca frequentaram museus; 93% jamais frequentaram qualquer exposição de arte; 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança; e apenas 13% frequentam cinema pelo menos uma vez por ano. Partindo desse pressuposto, fica evidente que estes são apenas alguns dados que sinalizam o quanto precisamos avançar no quesito inclusão cultural. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a exclusão cultural contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os impactos nocivos da exclusão social, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio de órgãos públicos e privados, será revertido em projetos socioculturais, através de passeios a espaços culturais, como teatros e cinemas, por exemplo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do óbice, e a coletividade alcançará a Utopia de More.