As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 14/08/2020
No Brasil, o número de pessoas com deficiência vem aumentando gradualmente, e com isso, torna-se necessário adaptações sociais para incluí-los como sociedade. O despreparo estrutural, educacional e profissional das instituições para recebê-los é inaceitável, sendo a uma das razões principais das exclusões sociais em massa que acontecem no país.
Segundo o IBGE, cerca de 24% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, com esses dados é inadmissível a falta de investimentos na adaptação das cidades e empresas para incluí-los na sociedade. Ao ver do sociólogo Pierre Bourdieu, tais medidas são nomeadas como violências simbólicas, já que são atos institucionais que violam o bem estar dos indivíduos, excluindo-os desonestamente no meio social. Como consequência clara de tal violência, vários deficientes sentem-se violados e incapazes e esses sentimentos se desenvolvem até chegar em um quadro de depressão, pois sua exclusão social acaba lhe submetendo a uma sensação de insuficiência.
A cada 45 minutos uma pessoa tira a vida no Brasil. Consequentemente, a exclusão dessas pessoas na sociedade é um gatilho para o crescimento no índice de depressivos no país, tornando-se assim um caso urgente de saúde pública, tendo em vista que apenas 1% dos brasileiros com deficiência está corretamente engajado no mercado de trabalho.
É incontestável que as corporações precisam de medidas inclusivas com premência. A OMS em conjunto com o ME, deve iniciar projetos e leis de inclusão, nas quais tornam-se obrigatórias as presenças de pelo menos duas pessoas com deficiência, seja física ou mental, juntamente com a contratação, que deve ser acompanhada de palestras educativas ministrada pelos mesmos, afim de conscientizar e capacitar toda a empresa.