As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/08/2020

O Brasil, desde 1988, tem dever de conceder saúde a todos gratuitamente e condições próprias para viver. Todavia, grupos exclusos da sociedade como a pobreza e LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e trans) encontram empecilhos no que diz respeito ao bem-estar físico, psíquico e social. A título de exemplo, os moradores das periferias além de terem dificuldade ao atendimento devido a superlotação, sofrem com a falta de saneamento básico, que infere na propagação de doenças. Já as minorias sexuais, enfrentam o preconceito dentro dos postos de saúde e o despreparo para atender demandas desse estilo de vida, como as DSTs, doenças sexualmente transmissíveis. Todos esses empecilhos infringem na Carta Magna, a qual confere saúde e políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças, saneamento básico, a todos.

Nesse contexto, o país possui 21% de sus habitantes em situação de extrema pobreza, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Esses que em sua grande maioria sofrem com a falta de saneamento básico, como tratamento de esgoto, coleta de lixo e água potável. Ou seja, ⅕ da população brasileira está exposta a todos os tipos de doenças como a Zika, transmitida pelo mosquito, o qual se reproduz em água parada e tem como principal profilaxia o saneamento. Ademais, esses indivíduos dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde, SUS, que padece da superlotação.

Em outro ponto de vista, as minorias sexuais, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, deparam-se com preconceito e despreparo advindos de profissionais da saúde. Muitos acabam não procurando o SUS devido a aversão de sofrer alguma destas situações, como chegar a sala de espera e receber olhares estranhos ou durante um consulta ou exames para DST ser tratado diferentemente pelo profissional, isso que causa constrangimento ao individuo. Essas e outras ocorrências, interferem ao acesso à saúde desses, e além disso, pesquisas ja mostraram que pessoas vítimas de discriminação tem mais chances de desenvolverem problemas psicológicos, o que prejudica o bem estar psíquico.

Em suma, tanto a classe social, quanto o preconceito, interferem no acesso à saúde. Sendo assim, medidas devem ser tomadas pelo Ministérios da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento Social. Juntos, devem preparar os profissionais em como proceder durante o atendimento de minorias sexuais, dando cursos capacitatórios, a fim de evitar equívocos no atendimento. Desse modo, esses indivíduos não terão aversão em procurar assistência. Outrossim, o governo deve prover saneamento básico, para diminuir a propagação de doenças, o que diminui, também, o número de paciente e por consequência a superlotação. Posto em prática, grupos exclusos terão acesso ao bem-estar físico, psíquico e social.