As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/08/2020

No longa metragem “Girl”, a personagem principal se auto mutila após ser vítima de inúmeros casos de intolerância e exclusão por se identificar como uma mulher transexual. Historicamente, minorias de diferentes orientações sexuais, além de praticantes de distintas religiões, vem sendo perseguidas, como observado no holocausto causado pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial. Contudo, atualmente, tal realidade discriminatória e preconceituosa permanece, causando sequelas físicas e mentais em indivíduos perseguidos pelas diversas formas de exclusão social.

Em primeiro plano, destaca-se que a intolerância perpetua-se há gerações. Isso se deve pelo seu caráter cultural, sendo reforçada na sociedade por meio do processo de preconceito estrutural, o que atinge tanto membros da comunidade LGBT+ quanto estrangeiros, principalmente negros e imigrantes da região do oriente médio. A título de exemplo, é possível verificar a realidade vivida por refugiados árabes em busca de condições de vida na Europa. Tais grupos submetem-se a sacrifícios físicos e mentais a fim de chegar com vida a outro país que possa abrigá-los. Todavia, essa recepção acontece de maneira xenofóbica, deixando claro a seletividade etnoracial dos estereótipos socioculturais vigentes.

Desta forma, cria-se assim uma população agredida e violentada diretamente ou indiretamente. Nesse contexto, em 2016, um levantamento mostrou o Brasil como o país onde houve maior índice de assassinatos contra travestis. Junto a isso, uma pesquisa realizada no Nordeste brasileiro aponta que minorias sexuais apresentam maior pré-disposição a distúrbios mentais como depressão e suicídio, além de doença cardiovasculares. Outrossim, minorias abalam-se por sofrerem com a falta de acessibilidade a ensino superior e ao mercado de trabalho, o que representa sua difícil porém triste tarefa de serem aceitos na sociedade. Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro catastrófico de exclusão social que vive-se no país e acarreta em graves circunstâncias para os afetados.

Por conseguinte, urge que o Estado, na figura do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas destinadas à área, promova palestras e insira profissionais da área de psicologia nas escolas, de modo que proporcione o ensino do respeito e da tolerância às diversidades, no intuito de formar cidadãos livres de preconceito e dispostos a mudar a realidade daqueles que sofrem pelos processos de exclusão da sociedade atual. Além disso, por meio da criação de leis no âmbito da segurança pública e da justiça, devem ser aplicadas corretas punições aos que desrespeitarem os direitos humanos básicos, a fim de garantir uma convivência próspera e saudável em toda a comunidade.