As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 14/08/2020

A Organização Mundial da Saúde (OMS) caracteriza saúde como: Bem-estar físico, mental e social. Isso significa que o ser humano saudável vai além do bom funcionamento dos órgãos, mas também na questão da sociabilidade e auto-estima. Desde a pré-história os seres humanos dependiam uns dos outros para sobreviver, foi um fator primordial para a perpetuação da espécie, gerando uma constante evolução e mudanças em todos os âmbitos da sociedade, passando por várias revoluções e opressões, destacando o preconceito e a intolerância de qualquer natureza.

A princípio: “As pessoas temem aquilo que elas não entendem”. Este trecho do filme Batman versus Superman, da DC Comics, resume muitos aspectos da vida social nas mais variadas épocas, o medo do diferente veio das mais antigas sociedades até hoje, mas o que causa esse medo? Possivelmente a sensação de superioridade humana faz com que as pessoas tenham apenas o seu “mundo” como o mais correto, o mais perfeito, consequentemente origina o ódio como forma de controle a fim de eliminar aquilo tudo o que é diferente. Podemos citar como exemplo o holocausto, pois justamente o medo daqueles que eram diferentes causou o extermínio e opressão de várias pessoas.

De acordo com um levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia, que atua na defesa dos direitos homossexuais há mais de 100 anos, o Brasil é o país que mais mata LGBT’s no mundo. Só em 2019, foram contabilizadas mais de 300 mortes violentas, incluindo homicídios e suicídios. E o porquê disso é muito simples, o Brasil é um país homofóbico, racista e preconceituoso , e em fator disso, sua sociedade também é. De acordo com a ONU, em 72 países, ainda existem leis que criminalizam relações homossexuais e expressões de gênero. Apenas um terço das nações contam com legislação para proteger indivíduos da discriminação por orientação sexual, e o Brasil não se inclui nisso.       Diante dos fatos retratados, para que se consiga contornar esse problema, cabe ao poder público, através de seus respectivos ministérios, órgãos públicos e estatutos, trazer à tona debates, palestras e rodas de conversas com o objetivo de expandir cada vez mais a mente popular e compreender os diferentes pontos de vista de cada cidadão, combatendo assim toda forma de exclusão social existente.