As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 14/08/2020
Saúde, para a Organização Mundial de Saúde (OMS), diz respeito às condições físicas, psicológicas e sociais do indivíduo ligados ao bem-estar e à manutenção da vida. Em contrapartida, ao que diz respeito à população nacional, diversos são os fatores que levam ao adoecimento físico e psicológico do brasileiro na contemporaneidade. Entre eles, estão o preconceito estrutural em sociedade, bem como a desigualdade no acesso aos serviços de saúde. Isso faz com que as populações mais pobres, vulneráveis e excluídas tenham indicadores de saúde piores em relação às populações privilegiadas. Mostra-se necessário, portanto, analisar as diversas formas de exclusão e, a partir disso, promover possíveis soluções para esses impasses.
Em primeiro plano, deve-se ressaltar a persistente discriminação sobre as populações mais vulneráveis social, cultural ou economicamente que ocorre no Brasil. Tanto que, por exemplo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que “os jovens negros continuam sendo assassinados todos os anos como se vivessem em situação de guerra”. Corresponde a uma proporção de que, entre 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. A entidade ainda destacou que, sem considerar o efeito da idade, escolaridade, do sexo, estado civil e residência, os negros possuem chances 23,5% maiores de serem assassinados em relação aos brasileiros de outras raças.
Em segunda análise, apesar da saúde ser direito de todos e dever do Estado, percebe-se certa negligência em sua prática. Trata-se da discriminação já mencionada anteriormente, que dificulta, por exemplo, o acesso ao atendimento de saúde igualitário às populações vulneráveis. Além disso, o próprio preconceito leva ao adoecimento mental. A prevalência de depressão e ações de suicídio entre minorias é muito maior em relação, por exemplo, à população branca. Nota-se pelo dado do Ministério da Saúde de 2016, que afirma que jovens negros de 15 a 29 anos têm 45% de chance a mais de cometer suicídio. Isso seria um reflexo na saúde mental de um problema social, que é o racismo estrutural.
Portanto, para minimizar os problemas em questão, primeiramente, é necessária uma ação conjunta entre o Ministério da Cidadania e setores da mídia de amplo alcance. Essa ação se daria por meio de campanhas de modo a questionar e desconstruir os preconceitos e alertar a sociedade para a necessidade de um atendimento especial às populações citadas. Ademais, o Ministério da Saúde em parceria com as universidades de medicina e ciências sociais devem desenvolver estudos específicos em que se levantem os principais indicadores negativos nos diversos grupos sociais brasileiros. Dessa maneira, será possível combater a exclusão social, logo garantir bem-estar à população brasileira, de modo condizente à Organização Mundial de Saúde.