As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 14/08/2020
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o direito à educação, segurança, saúde e a cidadania. No Brasil, entretanto, a ausência de uma estrutura que possibilite ao indivíduo obter as ferramentas necessárias para a sua inclusão social provoca, em muitos casos, danos psicológicos e, assim transcendendo as prerrogativas jurídicas já previstas. Com efeito, a precária educação fornecida pelo Governo e o preconceito social são fatores preponderantes que corroboram com a exclusão de cidadãos.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que a educação é um dos requisitos mais básicos para adentrar no mercado de trabalho, que, por sua vez, está cada vez mais competitivo. Isso porque, de acordo com o filósofo iluminista Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, ou seja, grande parte dos detentores dos meios de produção avaliam seus possíveis funcionários com base em sua escolaridade, maneira de falar e pela forma de se vestir. Nesse sentido, percebe-se que esses indivíduos excluídos socialmente, em sua maioria, tendem a desenvolver problemas de ansiedade e depressão por causa de suas frustrações em relação a uma vida sem esperança de ascensão social e econômica.
Ademais, é importante ressaltar que o preconceito linguístico, racial e econômico são fatores que excluem grande parte da população no atual contexto brasileiro. O Brasil é um país com diversas culturas e, assim, mudanças no padrão da língua e das formas de se falar, de agir e de se vestir são comuns e de extrema importância para a formação de uma identidade cultura que é extremamente desvalorizada no país, conforme dito pelo cantor Bob Marley, “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”.
Fica claro, portanto, a necessidade de medidas para mitigar o impacto da exclusão. Logo, o Ministério da Saúde por meio da destinação de verbas deve criar projetos com o intuito de melhorar a saúde e qualificar para que seja para todos. Ademais, cabe ao Governo, criar medidas de inclusão as minorias com a finalidade de inclui-las na sociedade e que a exclusão seja abolida. Além disso, o Ministério da Educação deve promover a desconstrução de preconceito disseminados sociedade para que ocorra debate da inclusão dessas minorias. Somente assim, o Brasil conseguirá superar os desafios e orientar a sociedade que é capaz de mudar o futuro de forma mais inclusiva em que todos vivam de forma saudável.