As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 20/08/2020

No Brasil, o Hospital Colonia foi retratado como o palco de um holocausto, devido às péssimas condições dadas à população marginalizada, que eram internados forçosamente por serem considerados indesejáveis. Atualmente, esse local deixou de funcionar, contudo, ainda é persistente a relação entre saúde e a falta de atendimento digno à toda população. Tal conjuntura degrada ainda mais a situação das populações marginalizadas, além de aprofundar as desigualdades crônicas no Brasil, o que mostra a urgência em gerar mudanças.

A princípio, é visto que a exclusão da população marginal do sistema de saúde acarreta no aprofundamento dos males desses indivíduos. Isso é notável ao tomar dados da Universidade de Londres, o qual mostra que as minorias sociais possuem maior chance de desenvolver problemas psicológicos devido às pressões da falta de direitos básicos, como visto no Brasil.Esse panorama vai de encontro com a Lei do Sus, que garante, no país, universalidade, integridade e equidade no tratamento aos indivíduos, fato que não é cumprido, uma vez que o sistema público de saúde não consegue garantir um atendimento de qualidade para todos, perceptível na demora de exames e falta de leitos. Essa realidade dificulta que pessoas excluídas socialmente consigam um tratamento digno para sanar suas enfermidades e se prevenirem de outras.

Outrossim, é visto que a exclusão social no sistema de saúde promove a continuidade das desigualdades no Brasil. Tal realidade é perceptível ao se analisar informações colhidas do Sistema de Saúde Brasileiro, o qual evidencia que , por exemplo, ofensas de profissionais da saúde à indivíduos LGBT são recorrentes. Esse cenário mostra que o país se afasta do ideal de “Corpo Social” teorizado pelo sociólogo Émile Durkheim, pois a falta de atendimento digno à uma parcela do país é incoerente com uma sociedade coesa e justa. Dessa maneira, se não houver mudanças na estrutura da saúde brasileira, pessoas continuarão a ser excluídas pela escolha de gênero ou cor da pele, o que irá prejudicar os indicadores social nacionais.

Portanto, para que casos como o do Hospital Colonia não sejam recorrentes, é fundamental promover mudanças no tratamento das populações à margem.Para isso, é papel do Governo Federal promover uma melhora no atendimento e tratamento dos indivíduos excluídos, por meio do investimento em hospitais especializados nas minorias, como por exemplo para a população LGBT, o que facilitaria que essa população utilizasse o sistema de saúde, a fim de garantir que toda a população possua um atendimento digno. Ademais, cabe à Mídia, discutir o fato da exclusão social em todos os parâmetros, como em ficções engajadas, para que esse mal deixe de ser crônico no Brasil.