As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 22/08/2020
O “Holocausto Brasileiro” é como foi conhecido os eventos que ocorreram no Hospital Colônia , em Barbacena, onde inúmeras pessoas marginalizadas sofriam torturas, negligência e abusos pelo fato de serem considerados indesejáveis. Esse hospital, felizmente,deixou de existir, contudo, a luta por direitos das sociedades carentes , principalmente no âmbito da saúde, ainda se faz presente. Nesse sentido, a continuidade da exclusão no Brasil impacta negativamente a saúde do brasileiro, visto que aprofunda enfermidades e também permite que o preconceito continue a barrar o auxílio a toda população.
A princípio, é visto que as diversas formas de exclusão social possuem um impacto grave na condição biológica dos indivíduos.Isso é perceptível ao tomar o estudo realizado pela University College London, o qual mostrou que existe uma maior taxa de problemas psicológico nos grupos que sofrem algum tipo de marginalização, como negros, gays e imigrantes. Nessa perspectiva, o Brasil possui um grave problema, uma vez que há inúmeros grupos marginalizados devido a cor, opção sexual ou condição financeira e um sistema de saúde incapaz de atender toda a população, devido ao baixo investimento e condição estrutural desse serviço. Dessa maneira, o país vai de encontro com a a ideia do professor Augusto Cury, que defendia a construção da igualdade pelo respeito das diferenças, uma vez que no Brasil não há consideração com os excluídos sociais.
Outrossim, é necessário notar a existência do preconceito nos diversos ambientes de saúde no país, fato que aprofunda as desigualdades na nação. Tal conjuntura é visível ao analisar dados do site “Pepsci”, o qual mostram que existem diversas violências no atendimento às minorias sociais, como por exemplo, ao público LGBT. Essa realidade é preocupante, visto que, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, as Instituições formam o caráter e as ações dos indivíduos. Com isso, a continuidade da violência no sistema de saúde , um braço da Instituição governamental, promove que pessoas ajam de forma violenta com qualquer grupo diferente do padrão instituído pela sociedade. Tal conjuntura impede que pessoas em situação de exclusão procurem atendimento médico pelo medo de serem violentadas, e com isso desenvolvam ou aprofundem doenças crônicas, como a AIDS.
Portanto, é nítido que há um mal trato das populações carentes no sentido do tratamento médico, sendo fundamental alterar essa realidade.Para isso, cabe ao Governo Federal aumentar o acesso das populações de risco à um sistema de saúde digno, por meio da implantação de hospitais e postos de saúde próximo dos indivíduos marginalizados, por exemplo em comunidades e bairros carentes, a fim de facilitar que esses sejam atendidos. Ademais, é papel do Ministério Público investigar e punir as diversas violências que ocorrem nos hospitais do Brasil, para que o país se torne digno e coeso.