As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 25/08/2020
Em meados do século XX, a ascensão tecnológica alicerçou o fenômeno da globalização, que proporcionou diversas interações entre povos e classes. Atualmente, no Brasil, a ideia de “globalizar” culturas e costumes sofre contratempos. Tal problemática tem como culpados, principalmente, os descasos sociais e governamentais para com as minorias.
Primeiramente, vale ressaltar o quão benéfico, à espécie humana, o choque cultural pode ser. No advento da polis grega, por volta dos anos novecentos antes de Cristo, povos oriundos do oriente chegaram à Helenia e causara diversos impactos na região, por terem formas diferentes de agir. Tal acontecimento é tratado por diversos historiadores, como Jean Pierre Vernant, em " a origem do pensamento grego", como o maior responsável pelo início da filosofia. Logo, intersectar culturas é vantajoso para a evolução do pensar humano.
Entretanto, essa perspectiva não condiz com as ações das sociedades civil e governamental brasileiras, haja visto o aumento dos números, disponibilizados pela esfera criminal, de ataques xenofóbicos ou homofóbicos. Além disso, ao ter de lidar com a tensão diária provocada pelo medo de sofrer novos desgostos, as minorias tendem a desenvolver problemas mentais - como mostrado por um estudo feito pela Universidade colegial de Londres. Consequentemente, a saúde mental dos minoritários está intrinsecamente ligada à sua manutenção social.
Portanto, para nortear o senso comum na aceitação das minorias, o governo deve solidificar sua validação enquanto parcela importante da sociedade. Pode-se obtê-lo tendo o Ministério da educação, junto ao terceiro setor, agindo pela disseminação de informações, através da distribuição de cartilhas educativas, que destacam a importância da diversidade na constituição de uma boa sociedade. Conseguindo, assim, consolidar as formas de utilizar as melhoras obtidas na globalização.