As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 01/09/2020
Exclusão social é todo processo gradual em que indivíduos são excluídos de um dado convívio, impedindo-os de ter acesso aos seus direitos. Negros, índios, pobres, LGBT, toxicodependentes, desempregados e pessoas portadoras de deficiência são alguns exemplos de grupos sociais que são marginalizados por uma sociedade privilegiada. Com essa censura, as vítimas passam a ficar expostas às mazelas sociais, impedindo a terem acesso aos direitos básicos, como saúde, moradia, trabalho e educação. Desse modo, vê-se que a exclusão social impacta o indivíduo em diversos sentidos e que, em uma sociedade contemporânea, são inadmissíveis, estando cabíveis à solução.
Na história do Brasil, grupos que eram considerados inferiores eram levados ao trabalho compulsório, exploração, exclusão e escravidão, como é o caso dos indígenas e africanos. Mesmo com o fim da escravidão, os negros não deixaram de ser excluídos, haja vista que nenhuma política pública para a imersão dessas pessoas na sociedade foi implementada , deixando-as vítimas de um país racista e preconceituoso. Atualmente, esse contexto ainda é pertinente, pois, a baixa escolaridade, o desemprego, a violência, entre outros, são maiores nesses grupos, que acabam tendo sua saúde comprometida pelo descaso e o estresse diário em que são expostos. Logo, vê-se que políticas públicas devem ser ampliadas para que os cumprimentos da Constituição Federal seja garantida.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável busca colocar fim a pobreza, desigualdade e injustiça. Assim, estando o Brasil na lista, este deve eliminar todo o discurso de ódio imposto. Portando, a deficiência no acolhimento nos serviços de saúde, somada a inequação dos programas, às especifidades dos grupos, e as abordagens profissionais incrementadas por percepções equivocadas e esteriotipadas devem ser extintas, pois, esses atos dificultam o acesso, desqualificam a assistência prestada e o afastamento previsível desses grupos das ações de cuidado e promoção da saúde. Distúrbios mentais e tentativas de suicídio entre jovens e adultos LGBT; IST em transexuais e gays; mulheres lésbicas e bissexuais com mais chances de obesidade são alguns exemplos dos reflexos de uma sociedade preconceituosa que devem ser mudadas, pondo, em seu lugar, o respeito mútuo.
Dessa forma, é dever do Estado e órgãos cabíveis intervir. O Estado, junto ao Ministério da Saúde, deve proporcionar aos profissionais da saúde cursos, com o intuito de romper preconceitos, para que o atendimento seja mais humanitário e respeitador. Soma- se a isso, a implementação de políticas públicas, como, aumento de cotas étnico-raciais e sociais, cursos técnicos, reforma em bairros periféricos, visando ampliar os direitos dos cidadãos. A mídia, juntamente com a sociedade, deve disseminar a busca pelo respeito, tornando um Brasil melhor. Destarte, haverão impactos positivos.