As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 04/09/2020

Exclusão social é todo processo gradual em que indivíduos são excluídos de um dado convívio, impedindo-os de ter acesso aos seus direitos. Negros, índios, pobres e LGBT são exemplos de grupos que são marginalizados por minorias privilegiadas. Com essa censura, as vítimas passam a ficar expostas às mazelas sociais, impossibilitados de terem acesso a direitos básicos, como saúde de qualidade. Desse modo, vê-se que a exclusão social impacta o ser humano em diversos sentidos e que, em uma sociedade contemporânea, são inadmissíveis, estando cabíveis à solução.

Segundo a história do Brasil, grupos que eram considerados inferiores, ficavam à margem da sociedade, estando susceptíveis a todo tipo de humilhação e descaso. Por exemplo, a escravidão, em que negros recebiam péssimos tratamentos e, mesmo com a abolição, não deixaram de sofrer, pois, foram libertos sem qualquer política pública para ajudá-los a se inserirem em uma nação que os viam como insignificantes. Atualmente, poucas são as diferenças, visto que dados do Ministério da Saúde apontam que 80% da população usuária do SUS (Sistema Unico de Saúde) é negra e, dentre elas, 13,6% destacam terem sofrido discriminação racial. Logo, nota-se que esses grupos além de usarem uma sistema de saúde, infelizmente falho, devido a falta de investimento governamental, ainda sofrem preconceito ao invés de receberem ajuda adequada.

Conforme a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o Brasil está entre os países que devem colocar fim a pobreza, desigualdade e injustiça, evitando a exclusão e intimidação. Portanto, a deficiência no acolhimento dos serviços de saúde, somada à inequação dos programas, às especificidades dos grupos e às abordagens profissionais incrementadas por percepções equivocadas e esteriotipadas devem ser extintas, porque esses atos dificultam o acesso, desqualificam a assistência prestada e os afastamento previsível desses grupos das ações de cuidado e promoção da saúde. Por conseguinte, deve-se atentar aos deveres impostos pela Agenda 2030, para que a exclusão e seus impactos sejam amenizados.

Dessa forma, é dever do Estados e dos órgãos cabíveis intervir. O Estado, junto ao Ministério da Saúde, deve proporcionar cursos aos profissionais da saúde, através de reuniões, contando com a ajuda de facilitadores conhecedores dos temas, afim de detectar o preconceito e ajudar na busca de soluções, para que, posteriormente, o atendimento seja mais humanizado e respeitador. Soma-se a isso, a implementação de políticas públicas, como o aumento de cotas étnicos-raciais e sociais, cursos técnicos, reformas sanitárias em bairros periféricos, visando ampliar os direitos dos cidadãos e o seu bem-estar físico, mental e social. Destarte, haverão impactos positivos na saúde dos brasileiros.