As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 06/09/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde as condições físicas, psicológicas e sociais do individuo estão relacionadas ao bem estar e a manutenção da vida. No entanto, no Brasil, a orientação sexual e de gênero ainda determinam as condições de vida de muitos habitantes, isso porque os constantes casos de preconceito levam não só ao desenvolvimento de inúmeros problemas mentais, mas também a proliferação de infecções sexualmente transmissíveis(IST), já que o mal atendimento nos hospitais, favorece a sua não utilização. Sendo assim, é necessário que o Governo adote medidas governamentais a fim de solucionar a problemática e inclui esse grupo de pessoas.
Em primeira análise, vale destacar que a discriminação é um dos principais causadores dessa exclusão, visto que ela causa o isolamento e dificulta a integração dessas pessoas no corpo social, favorecendo a sua da marginalização. No filme ’’ O jogo da imitação’’ relata a história de Alan Turing, um dos grandes heróis da Segunda Guerra Mundial, que foi obrigado a fazer a castração química por ser homossexual e acabou se suicidando. Entretanto, a sociedade Britânica dos anos 50 não é tão diferente da moderna brasileira, haja vista que o preconceito ainda se encontra concretado na sociedade, dificultando, e muito, a inclusão de pessoas homossexuais.
Ademais, convém ressaltar que, fora a marginalização, esse grupo de pessoas ainda se encontram com a saúde ameaçada, tendo em vista que o mal atendimento e as humilhações sofridas no ambiente hospitalar acarretam na pouca procura de meios de saúde, e consequentemente, dificulta o controle das ISTs, isso porque é comum entre o grupo LGBTQ+ não se utilizar preservativos durante o ato sexual, tornando-os propícios ao desenvolvimento do HIV. No entanto, tal cenário nefasto vai contra os princípios pré-estabelecidos pelo SUS, uma vez que segundo a Lei 8080, na instituição deve haver a universalidade, a integralidade e a Equidade, tornando a saúde um direito de todos. Logo, observa-se que a legislação não funciona, tornando o grupo acessível a constrangimento, ofensas verbais e dificulta o acompanhamento e prevenção das ISTs.
Portanto, tendo em vista o que foi dito, é necessário que o Estado em parceria com as Mídias promovam a divulgação de propagadas por meio dos veículos de comunicação, em que nessas campanhas abordem relatos de vítimas que sofreram preconceitos, a fim de conscientizar e solidarizar a população para que mais atos como este não ocorram. Outrossim, é de extrema importância que o Ministério da Saúde invista na construção de um aplicativos que verifiquem o atendimento no ambiente de saúde pública, e quando relatados casos de ofensas, facilite a denuncia através de boletins online. Somente assim casos como o de Alan Turing ficaram apenas no passado.