As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 10/09/2020

O filósofo Heráclito de Éfeso afirmou que nada é permanente, exceto a mudança. Tal ensinamento revela o quanto a sociedade está propensa às transformações . Infelizmente, a narrativa destoa da realidade brasileira, na qual é visivelmente perceptível o tratamento indiferente dado às pessoas que não condizem com com o “padrão” de uma sociedade extremamente patriarcal. De certa forma, isso afeta o psicológico e saúde física desses indivíduos.

Convém enfatizar, a princípio, que pertencer a uma minoria étnica ou ser parte da comunidade LGBT coloca o ser humano sobre os olhos de julgamento da sociedade. Consequentemente, o desenvolvimento mental e comportamental não será o mesmo para essas pessoas. De acordo com o pesquisador James Kirkbride, uma grande desigualdade se faz presente na área da saúde apontando que os transtornos psicóticos podem ter aumentado nas minorias étnicas.

No entanto, a luta dessas pessoas por mais respeito e direitos também resultou em algo positivo, como por exemplo, a legalização de doadores de sangue homossexuais, mas isso não é nem o início da barreira que eles enfrentam. Soma-se ao exposto que a discriminação ocorrente nos atendimentos de saúde, as condutas inadequadas por parte dos profissionais gera um constrangimento enorme nas pessoas dos grupos de minorias  sexuais, o que problematiza ainda mais o aceitamento dos mesmos na sociedade brasileira.

Destarte, é evidente que os obstáculos presentes nessa jornada de quem se sente menosprezado por questões étnicas e sexuais configuram-se como um empasse que precisa ser resolvido. Portanto, o Ministério da Saúde deve impor aos profissionais a obrigação de respeitar todos igualmente por meio de um projeto de lei entregue à câmara, no qual o Governo aplicará para todo o país. Nesse sentido, espera-se com essa medida que possa ser freado a exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro.