As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 21/09/2020

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Essa definição de saúde pode ser considerada utópica no contexto brasileiro, já que parte da população sofre discriminação no atendimento básico. Uma pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que ao menos 15 milhões de pessoas foram prejulgadas como pobres, de classe social baixa, discriminados por sua cor de pele, tipo de doença, crença ou orientação sexual por médicos e enfermeiros. Com isso, mostra se necessário campanhas de aceitação das minorias sociais.

Em primeira análise, é necessário destacar um evento que ocorreu em Canela, Rio Grande do Sul, onde uma travesti e companheiro tiveram atendimento negado em um hospital de caridade porque, de acordo com a enfermeira, eles não eram “pessoas de bem”, embora o código de ética da profissão proíba “negar assistência de enfermagem em qualquer situação que se caracterize como urgência ou emergência”. Essa situação não é a única desagradável que essa parcela da população sofre em hospitais, visto que, antes do dia 8 de maio de 2020, homens homossexuais com vida sexual ativa não podiam doar sangue, por serem julgados como possíveis transmissores de DSTs.

Ademais, a divergência política também está sendo um motivo para médicos não atenderem pacientes. Um exemplo disso é a pediatra Maria Dolores Bressan, que tomou uma decisão e enviou uma mensagem de texto para Ariane Leitão, o então suplente de vereador pelo PT em Porto Alegre avisando que não tinha condições de atender o seu filho. Sendo assim evidente a necessidade de separar o posicionamento político das necessidades de atendimento de um paciente.

Com o intuito de amenizar a situação será necessária uma ação do Ministério de Educação em conjunto com o Ministério de Saúde para enfatizar o atendimento médico como atendimento a um humano, não a sua classe social, cor de pele, crença ou orientação sexual. Visando assim, diminuir o preconceito aos pacientes e alcançar a tão estimada saúde do jeito que a OMS conceitua. Essa ação pode ser feita por meio de mutirões contra certas doenças, assim como tem a de catarata e diabetes, mas sendo de identificação de HIV e exames de sangue para reconhecimento de outras doenças sexuais, por exemplo.