As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/09/2020
A exclusão e os problemas gerados por ela, principalmente, na saúde é algo que precisa ser debatido. O Brasil é o 109º colocado no ranking mundial de exclusão social, medido pelo IES (Índice de Exclusão Social), sendo essa, portanto, uma problemática de grandes proporções que afeta negativamente milhares de brasileiros.
As vítimas são, diversas vezes, marginalizadas e alvos de preconceito por diversas razões como condição social, religião, gênero, orientação sexual, raça ou etnia. Essa situação pode acarretar em diversos problemas para a vida pessoal dessas pessoas como o isolamento social e até problemas psicológicos graves como a depressão. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciências Médicas da Unicamp, homossexuais têm tendência maior a desenvolver transtornos mentais em comparação a jovens heterossexuais da mesma faixa etária. Entre os fatores de risco para aumento desses casos, está a discriminação enfrentada por esse grupo.
Além se serem mais propensos a desenvolver problemas mentais, as minorias também sofrem quando o assunto é atendimento médico na rede pública de saúde. O descaso, os atendimentos discriminatórios e as condutas inadequadas de profissionais do ramo com essas pessoas é algo comum nos hospitais e postos de saúde. De acordo com números da Pesquisa Nacional de Saúde, de toda a população branca atendida no SUS, 9,5% sentem discriminação, enquanto 23,3% da população negra (pretos e pardos, segundo o IBGE) sai da unidade hospital com o sentimento de preconceito racial. Essas experiências ruins geram insegurança nesses indivíduos e os levam a evitar os atendimentos.
Em vista dos fatos apresentados, faz-se necessário a criação de políticas públicas de incentivo a reinclusão destas minorias nas atividades sociais, pelo Governo. Além disso, é preciso que o Ministério da Saúde elabore campanhas de conscientização de profissionais da saúde sobre a população de negros e LGBTs, visando o acolhimento dessas pessoas ao serem atendidas nas unidades de saúde, adequando os programas e às abordagens profissionais a esses pacientes. Também é fundamental a criação de unidades de acolhimento aos LGBTs onde será oferecido atendimentos por psicólogos e psiquiatras.