As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 21/09/2020

Não raro os acontecimentos na sociedade brasileira tem fomentado debates acerca das diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde brasileira. No contexto social brasileiro, a Constituição de 1988 alega que a saúde é um direito de todo cidadão sem exceção. Contudo essa constituição fica apenas na teoria, pois na prática existe diversas formas de exclusão. Tendo isso em vista, não só a exclusão sexual como também a exclusão econômica, endossam a importância de se resolver o problema .       Em primeira análise, é válido salientar que minorias sexuais (população LGBTQI+) enfrentam situações constrangedoras e preconceituosas quando buscam atendimentos nas unidades de saúde, acarretando serviços de má qualidade que pode levar a agravamento de doenças ou a morte. Segundo o Instituto Brasileiro Trans de Educação, “a expectativa de vida de pessoas transexuais é de 35 anos, quando para a população em geral é de 74,9 anos”, o que mostra que essa população está mais vulnerável.

Em segunda análise, é indubitável que pessoas de baixa renda têm muita dificuldade em cuidar de sua saúde. Elas não podem ter um plano médico privado e contam com o atendimento por meio do Sistema Único de Saúde- SUS. É frequente a reclamação por falta de médicos, remédios e equipamentos nos postos de saúde. Isto contribui para o agravamento das doenças e para a piora na qualidade de vida dessas pessoas. Dos mais de 200 milhões de brasileiros, aproximadamente 150 milhões dependem exclusivamente do SUS hoje, de acordo com o Ministério da Saúde.

Por tudo isso é notório que medidas são necessárias para solucionar tal problema. O Governo junto ao Ministério da Saúde devem criar medidas de inclusão as minorias sexuais além de melhorar a formação dos médicos e dos profissionais de saúde para que tenham um olhar mais humano e mais específico para as necessidades de cada público, respeitando diferenças étnicas, sexuais e econômicas.