As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/09/2020
Os ideais iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade permeiam a sociedade atual, marcando presença em movimentos que lutam por direitos coletivos. É um fato que, tais movimentos ligados às minorias, lutam por direitos elementares e constitucionais, criando jornadas justificáveis e dignas de apoio popular e estatal. A conquista dos direitos básicos por parte das minorias tenta minimizar os impactos causados por séculos de preconceito, que tornaram a sociedade comum um lugar tóxico para os pertencentes de determinados nichos mais suscetíveis à violência supremacista. Tal toxicidade provoca inúmeras sequelas em vítimas do preconceito e exclusão diários, podendo até acometer a saúde desses indivíduos.
Assim como dito pela atriz e poeta norte-americana Maya Angelou: “O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível”, o preconceito é uma ameaça constante para a sociedade em sua pluralidade e complexidade. Ao que se diz à saúde das minorias, é um fato que as exclusões e agressões diárias viabilizam o desenvolvimento de transtornos mentais e até mesmo doenças que acometem de fato, o corpo do indivíduo. Os atos de ódio cometido anos atrás possuem impactos no presente, podendo-se concluir que as atrocidades realizadas hoje, certamente ameaçam a esperança de um futuro pacífico, igualitário, e, baseando-se em agressões recentes, humanitário.
Ademais, é indispensável afirmar que as minorias carecem de pesquisas, principalmente no que se relaciona à área da saúde. A desinformação e o desconhecimento cercam as minorias com preconceitos milenares e misticismos racistas, homofóbicos e misóginos, que muitas vezes são os principais responsáveis pela invalidação de condições médicas e psiquiátricas apresentadas por estes indivíduos. A medicina é uma ciência de caráter universal que visa diminuir o sofrimento do paciente em questão, independendo de sua etnia, orientação sexual, gênero e classe social, portanto, conclui-se que o corpo médico não cumpre sua função social em sua integralidade ao não amparar os nichos minóricos, aplicando e buscando todo o conhecimento que a profissão requer.
Justifica-se portanto, a implementação de políticas públicas que visem incluir as minorias em todas as esferas da sociedade brasileira, principalmente na saúde pública, uma das mais problemáticas e preconceituosas. O Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, deve elaborar e implementar em faculdades e cursos técnicos ligados à saúde, disciplinas que tratem sobre o bem-estar das minorias, para que assim formem-se profissionais instruídos e entendidos no assunto. Além disso, o Governo Federal deve intensificar as medidas anti-preconceito, como a veiculação de cartilhas.