As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/09/2020
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o direito à educação, segurança, saúde e a cidadania.Entre esses principais direitos o que não estão amplamente ofertados a todos são os serviços gratuitos de saúde.Isso se evidencia pelo preconceito e discriminação que parcela da sociedade, dita como minoria, enfrenta ao procurar tais serviços.
A saúde pública padece de recursos para melhoria na infra-estrutura, porém a falta de preparo dos profissionais em atender todos os públicos pode ser encarado como o principal obstáculo a receber de forma adequada todas a demandas de pacientes. Diante de tal despreparo do setor humano em proporcionar um atendimento digno, muitos se sentem excluídos e desencorajados na procura dos serviços. No caso de travestis, por exemplo, as principais queixas dos usuários é o preconceito e exposição que enfrentam no momento de preencher a ficha de atendimento na recepção e ao serem chamados para o atendimento médico, quando não são citados pelo nome social. É impossível admitir que um local que se destina a oferecer saúde aos pacientes não esteja preocupado com a saúde psicológica de tal público.
Além disso, deve-se ressaltar que, as atividades de acolhimento designadas por minorias por exemplo, comunidade LGBT, negros e mulheres que não são valorizadas pelos profissionais médicos, e consequentemente os afastam perdendo interesse de cuidar de si é perdendo a confiança de quem promove práticas de saúde, visto que, de acordo com uma pesquisa publicada pelo Periódicos Eletrônicos de Psicologia, atendimentos discriminatórios, condutas inadequadas, constrangimentos e ofensas verbais são proferidas pelos provedores da saúde pública.Nesse caso, o Sistema Único de Saúde (SUS) necessita-se atualizar para retirar essa logomarca de serviços pré-históricos no século XXI.
Portanto, para que todos sejam recebidos e encorajados a procurarem os serviços de saúde, deve haver um melhor acolhimento. O Ministério da Saúde em parceria com as secretarias de saúde dos municípios devem oferecer treinamentos periódicos aos profissionais dos serviços de saúde para que atendam com humanização todos os públicos, nos locais de atendimento o preenchimento de fichas deve ser em sala reservada e todos devem ter suas particularidades respeitadas. Dessa forma o usuário terá estimulo aos serviços e consequentemente o Brasil terá melhores índices de qualidade de vida da população e recursos a serem investidos em problemas que não podem ser evitados.