As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/09/2020
De acordo com a Constituição brasileira, precisamente no artigo 196, a saúde é direito de todos os cidadãos, sendo o Estado obrigado a provê-la com qualidade e homogeneidade. No entanto, quando se observa o Brasil ao longo da história, a exclusão de diversas camadas sociais, raciais e econômicas da sociedade são elevados do sistema de saúde público brasileiro, consequência direta do pequeno número de especialistas nas regiões pobres do país e a insatisfação na qualidade do atendimento.
Em primeira análise, segundo o Instituto de pesquisa econômica aplicada (IPEA), a região norte e nordeste têm cerca de 1 médico para aproximadamente 950 e 750 pessoas, respectivamente. De maneira análoga Ron Hubbard, que cita “Direitos: os privilégios da cidadania de acordo com os códigos em vigor.”, a autonomia de desfrutar e gozar de direitos civis e sociais são iguais para todos, mas a situação é totalmente diferente com grupos que vivem à mercê da vulnerabilidade, necessitando acatar um sistema de saúde que se sustenta na precariedade para poder fazer seus exames de rotina depois de uma longa fila de espera do SUS. Consequentemente, os profissionais que cuidam dessas populações mais pobres ficam sobrecarregados e com estruturas laborais precárias, desestimulando o âmbito trabalho e gerando mal atendimento. Dessa forma coíbe-se que a sociedade seja capaz de melhorar a qualidade de vida e a prevenir para doenças futuras.
Em segunda análise, vale ressaltar que a recepção dos grupos minoritários, como a comunidade LGBTQI+, negros e mulheres, não tem ocorrido de forma assertiva pelos profissionais de saúde. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Periódicos Eletrônicos de Psicologia, atendimentos discriminatórios, condutas inadequadas, constrangimentos e ofensas verbais são proferidas pelos provedores da saúde. Nesse caso, é necessário que o SUS se atualize para retirar essa logomarca de serviços conservadores em pleno século XXI, provendo maior preparação dos profissionais de saúde, os ajudando, de certa forma, a compreender a importância do respeito às minorias e promovendo ensinamentos ligados à tolerância, para tornar as consultas menos discriminatórias e mais qualificadas e preparadas para receber qualquer tipo de paciente.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar a problemática da exclusão social nos atendimentos. Nesse âmbito, o ministério da saúde deve propor um programa para selecionar profissionais no ramo da saúde para trabalhar nas áreas mais periféricas do Brasil, envolvendo um plano de carreira atrativo através de salários recompensadores e estrutura qualificada para atender os pacientes. Junto com uma maior preparação dos médicos ao que se trata do bem-estar do atendido, respeitando-os e o tratando como um ser humano como qualquer outro.