As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/09/2020
“Que diferença faz para você? Se faz diferença, procura um psiquiatra. Você não tá legal”. A frase do consagrado doutor Drauzio Varella, apresentada primeiramente durante uma entrevista em 2014, ressalta a opinião do médico em relação à homofobia e a iniciativa da “Cura Gay” que, supostamente, seria aplicada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Durante este período, diversas controvérsias surgiram, defendendo ou criticando as decisões governamentais sobre a saúde pública nacional, que, já em estado de crise, lidava com diversos problemas envolvendo principalmente suas extensivas filas, tratamentos precários e desvios massivos de verba.
Neste ambiente caótico, pessoas racializadas, neuro-divergentes, LGBT+ e diversas outras minorias, sofreram com a desordem estrutural e social enfrentada pelo sistema e seus usuários, que diretamente (ou não) excluíam e/ou maltratavam aqueles que, independente de suas condições, mereciam um atendimento honesto. Atualmente, relatos de pessoas pertencentes aos grupos supracitados podem ser encontrados aos montes, nos mais diversos meios de informação, comprovando que, por mais que a sociedade avance em seus quesitos morais e éticos, ainda, por questões sistêmicas, um atendimento 100% igualitário é impossível.
Vide todas as condições acima, pode-se concluir que há uma grotesca falha na visão de mundo do povo brasileiro, que ainda preso no passado, exclui diversos blocos enormes de pessoas, e uma irresponsabilidade administrativa ainda maior dos serviços que englobam esta população, tal que, onde estes mais necessitam de ajuda, são discriminados, mal tratados e despojados como nada. Pode-se então abordar a situação por outra ótica, oferecendo suporte à organizações não governamentais como o projeto Adeh, de Florianópolis, que trabalha exclusivamente com o apoio, educação e auxílio médico e/ou social de pessoas LGBT+ necessitadas.