As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 21/09/2020

No Brasil, o número de pessoas com deficiência vem aumentando gradativamente e, com essa mudança, a adaptação social deve ser feita para incluí-los como sociedade. O despreparo estrutural, educacional e profissional das instituições para recebe-los é inaceitável, sendo a uma das razões da exclusão social em massa que acontece no país.

Segundo dados do IBGE, cerca de 24% da população brasileira sofre de algum tipo de deficiência e, de acordo com esses dados, faltam investimentos na adaptação de cidades e empresas. O sociólogo Pierre Bourdieu acredita que essas medidas são chamadas de violência simbólica por serem atos institucionais que violam o bem-estar dos indivíduos e são desonestamente excluídos do meio social. Pelas óbvias consequências desse comportamento violento, vários deficientes sentiram-se violados e impotentes, e esses sentimentos se desenvolveram até chegar em um quadro de depressão, pois sua exclusão social acabou fazendo com que se sentissem auto-suficientes.

A cada 45 minutos uma pessoa tira a vida no Brasil. Considerando que apenas 1% dos brasileiros com deficiência participam corretamente do mercado de trabalho, a exclusão dessas pessoas da sociedade é um gatilho para o aumento da incidência de depressão no país, que se tornou um caso emergencial de saúde pública.

Não há dúvida de que as empresas precisam adotar com urgência medidas inclusivas. A OMS em conjunto com o ME, deve iniciar projetos e leis de inclusão. Nas quais tornam-se obrigatório a presença de pelo menos 2 pessoas com deficiência, seja física ou mental e junto com a contratação deve ser acompanhada de palestras educativas ministrada pelos mesmos, afim de conscientizar e capacitar toda a empresa.