As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 02/10/2020

O filme Holocausto Brasileiro, retrata um período triste da história do Hospital Colônia, em Barbacena, o qual era um lugar para onde era mandado pessoas tímidas, alcóolatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas entre outros. O hospício tem o apelido de holocausto pelo genocídio em massa durante os anos de funcionamento. Ao refletir a respeito da exclusão e seus impactos na saúde do brasileiro, no século XXI, o direito de saúde e equidade não é valido da prática, devido ao preconceito às minorias. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil a saúde é um direito de todos e dever do estado, prescrito pelo artigo 196 da Constituição Federal de 1988. Diante disso, o SUS, Sistema Único de Saúde, os seus princípios são universalidade, integralidade e equidade. Porém identifica-se na prática isso não acontece, uma vez que os hospitais e organizações de saúde deveriam ser lugares para cuidar das pessoas fisicamente e mentalmente, ao invés disso corroboram para a exclusão social. Em suma, conforme a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, um em cada dez brasileiros já foi discriminado nos serviços de saúde público e privado do país, principalmente por falta de dinheiro, classe social, cor, tipo de ocupação ou orientação sexual.

Desse modo, principalmente o preconceito racial e gênero estão enraizados na sociedade brasileira. À vista disso, nota-se, de acordo com o Ministério da Saúde, os jovens negros de 15 a 29 anos tem 15% de chance a mais de cometerem suicídio. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se está ligado ao racismo, visto que esse grupo sofre diariamente com o preconceito pela cor da sua pele, através de xingamentos e discriminação, logo pode se desenvolver ansiedade e depressão, levando os a achar que a única alternativa é o suicídio.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde em conjunto com ongs, desenvolvem um projeto com agentes da saúde para levar acesso a esse direito as pessoas de periferias e excluídas pela sociedade, de modo que que o direito escrito na constituição seja colocado em prática, com o objetivo de que a exclusão social seja ínfima. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao racismo e outros preconceitos, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.