As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 07/10/2020
Como dito por Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer com o outro. Entretanto, tal atitude não se mostra presente em muitas ocasiões vivenciadas pelas minorias no sistema público ou particular de saúde e no dia-a-dia dos brasileiros. Condutas inadequadas, preconceituosas e discriminação são ações que, muitas das vezes, afastam e impedem a busca de certos grupos (como as minorias sexuais, imigrantes, população menos abastada etc) por tratamento e atendimento médico, além de causar danos psicológicos extremamente ruins a esses indivíduos .
Assim, no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado com o intuito de proporcionar acesso à saúde para todos e de boa qualidade, entretanto, mesmo sendo de grande importância para a sociedade brasileira, ainda apresenta falhas. Dentre elas, a falta de instalações adequadas, equipamentos e principalmente médicos preparados e conscientizados para lidar e respeitar diferenças ,faz com que tal sistema não seja tão eficiente. A inexistência do respeito ao diferente, cordialidade, e brincadeiras de mau gosto acabam desmotivando a busca por cuidados básicos e fundamentais. Dessa maneira, muitos sofrem, por muito tempo, com enfermidades tratáveis e curáveis, impossibilitando-os de ter uma boa qualidade de vida e podendo levar até mesmo a óbito.
Além disso, a exclusão que ocorre fora dos hospitais e pronto-atendimentos também afeta diretamente a saúde dos brasileiros. Pesquisas como a da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), evidenciam que sujeitos vítimas de exclusão e preconceito estão mais suscetíveis a desenvolver quadros de depressão e ansiedade. Dessa maneira, fica claro como o preconceito, falta de inclusão e intolerância afetam diretamente a saúde e bem estar de cada indivíduo.
Assim, se torna explícito como a sociedade segrega, violenta e extirpa seus diferentes e como é de extrema importância que tais atitudes e valores sejam modificados positivamente. Para isso, faz- se necessário que o governo, junto das mídias sociais e escolas, crie campanhas voltadas para a importância de se respeitar e zelar pelo outro, independente de cor, etnia ou opção sexual, deixando claro como graves consequências podem surgir devido a falta de respeito e empatia pelo próximo. Dessa forma, a sociedade poderá ser conscientizada e tais barreiras sociais poderão ser desconstituídas.