As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 13/10/2020
Após a 8a Conferência Nacional da Saúde, em 1986, formou-se a Constituição de 88, a qual incorporou diversas resoluções da Conferência, buscando tornar gratuito, de qualidade e universal o direito à saúde. Infelizmente, o governo atual não se preocupa devidamente em assegurar esse direito, pois não busca erradicar nem a exclusão de acesso a uma saúde de qualidade, nem a exclusão social, as quais precarizam a saúde física e mental dos brasileiros.
Primeiramente, é importante citar que o atual governo brasileiro, presidido por Jair Bolsonaro, prefere destratar o setor da saúde pública ao invés de desprecariza-lo. Essa afirmativa se sustenta por meio do desvio, realizado pelo presidente, da doação de 7,5 milhões de reais - feita pela empresa frigorífica Marfrig a fim de amparar o setor da saúde - para um projeto particular da primeira dama, Michelle Bolsonaro. Evidencia-se, então, a corrupção que desfavorece o desenvolvimento da saúde pública no país, excluindo o brasileiro carente - a maioria - de um bom quadro de salubridade.
Ademais, a exclusão social afeta o indivíduo no mais íntimo de seu ser, na autoestima, como mostra a série “13 Reasons Why” ao contar a história de um suicídio em decorrência da exclusão vivida por Hanna Backer, a vítma. Visto isso, a ficção reflete a realidade, já que o próprio Jair, por exemplo, criou um projeto que visa separar crianças “especiais” das demais em escolas distintas, contribuindo, então, para que elas não sejam incluídas e, assim, não respeitadas, o que pode afetar sua autoestima, como no caso de Hanna. Logo, o governo utiliza da exclusão como ato político e negligencia a saúde mental cidadã.
Portanto, o Poder Judiciário e o MEC devem buscar reverter e barrar desvios de verbas, como o realizado por Bolsonaro, e inserir no currículo secundarista o ensino sobre as minoridades e suas conquistas no Brasil, bem como devem buscar revogar o projeto das escolas especiais idealizado pelo presidente, por meio de um projeto de lei intitulado “Plano de Atenuação das Exclusões Sociais Brasileiras”. Essas medidas têm como objetivo erradicar boa parte dos males que segregam os grupos sociais e que impactam negativamente tanto a saúde física como a mental dos cidadãos.