As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 18/10/2020

Em decorrência do fim da Segunda Guerra Mundial e do advento dos conhecimentos acerca dos crimes feitos pelo regime nazista, a ONU formulou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual prevê que todas as pessoas são iguais e delineia os direito básicos que devem ser assegurados a todos. Entretanto, no Brasil hodierno, ainda possui problemas sociais que prejudicam a integridade das vítimas, pois cerceiam a liberdade individual. Dessa forma, é possível perceber como formas de exclusão, principalmente, o racismo e a homofobia, as quais devem ser mitigadas urgentemente.

Sob esse viés, o escritor brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil”, aborda, criticamente, as bases que estrutura a sociedade brasileira, sendo uma delas o escravismo. Isso posto, tendo em vista o sistema escravocrata admitido no país, ainda há a incidência de uma mentalidade de inferioridade em relação ao negro, a qual pode acarretar atos violentos verbais e não-verbais. Nesse tocante, parte da população negra, que está sob jugo do preconceito, pode desenvolver transtornos psíquicos, como a depressão, em virtude de uma opressão de bases coloniais. Portanto, é imprescindível haver a mudança dessa situação, por meio da educação conscientizadora, para transformar a mentalidade deletéria persistente.

Outrossim, apesar da grande evolução no processo de aceitação da comunidade LGBT pelo restante da população, ainda prossegue uma estigmatização por uma parte dos setores conservadores. Assim, a problemática consiste em discursos de ódio propagado por alguns indivíduos, públicos e privados, como o do presidente Jair Bolsonaro, em 2011, ao dizer que não admitia ter um filho homossexual. Haja vista a influência desse tipo de ato, pode fomentar essa aversão entre os brasileiros e ocasionar prejuízos físicos - por causa de agressões - e mentais - pela difícil inserção na sociedade. Desse modo, é preciso fiscalizar as ações homofóbicas difundidas, a fim de preservar devidamente a saúde de uma considerável parcela de cidadãos.

Destarte, é impreterível haver a modificação dessa conjuntura vigente. Para isso, o Ministério da Educação deve investir no combate ao preconceito, por meio da obrigatoriedade da abordagem do racismo na grade curricular, a qual seja feita em sala de aula por intermédio de debates e discussões que visem à conscientização, com o fito de que as crianças e adolescentes tenham iniciativa de respeito ao próximo. Ademais, o Estado deve aplicar políticas públicas, como o monitoramento remoto, que fiscalizem atitudes de homofobia nas redes sociais, por meio da criação de órgãos especializados no âmbito, com o intuito de minimizar os efeitos ruins desse comportamento. Somente assim, esses impactos na saúde serão solucionados e a legislação feita pela ONU será obedecida.