As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 25/10/2020
Assegurado no artigo 3º, inciso IV da Constituição Federal de 1988, a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Apesar de amparado por lei, minorias tais como, a população LGBTQI+, negros e pardos, enfrentam dificuldades quanto ao acesso a saúde, não só pela insuficiência de profissionais, como também pelo preconceito enraizado na sociedade. Desse modo, são necessárias medidas governamentais e civis para reduzir as diversas manifestações de exclusão, com o objetivo de garantir o bem-estar mental, físico e social da sociedade brasileira.
Por se tratar de um país que passou por um forte processo de catequização durante a sua colonização, mesmo sendo considerado um Estado laico atualmente, ainda carrega sua moral e crenças cristãs viva. A presença do pensamento colonialista na comunidade brasileira, segrega e dificulta o acesso de minoridades quando se trata do acesso a saúde, sendo ela pública ou privada. Segundo os números da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2015, aponta que 23,3% dos pretos e pardos se sentem ou já se sentiram discriminados no serviço de saúde. Tal situação, faz com que muitos se abstenham de procurar ajuda médica, agravando o avanço de alguma doença, ou até mesmo uma morte que poderia ser prevenível.
Ademais, cabe analisar também o despreparo dos profissionais da saúde quanto ao atendimento ao público LGBTQI+. É comum que esse grupo muita das vezes seja associado a esteriótipos ligados a doenças como HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis. A ignorância vinda por parte de quem mais deveria acolher e respeitar no âmbito da saúde, faz com que muitos não utilizem um serviço vital e assegurado por lei. Segundo o Dossiê Saúde das Mulheres Lésbicas, cerca de 40% das mulheres que buscam o serviço de saúde não revelam sua orientação sexual. O que faz com que o Sistema Único de Saúde (SUS), não cumpra com a sua universalidade, tendo em vista que muitos indivíduos se privam, por medo e por não se sentirem reconhecidos e representados.
Analisa-se, então, a urgência de medidas que ajudem a mitigar a exclusão de grupos minoritários na sociedade brasileira. O Ministério da Saúde (MS) deve capacitar e aumentar o quadro de colaboradores, para que os mesmos possam dar um atendimento humanitário e inclusivo no SUS. O Ministério da Educação deve implementar palestras sobre educação sexual inclusiva nas escolas abertas ao público. O MS deve ampliar suas políticas públicas voltadas para o comunidade LGBT, com amparo psicológico e informacional. Assim, ocorreria a diminuição da exclusão de minorias ao seu direito básico e o aumento da equidade e igualdade da sociedade.
Segundo o sociólogo britânico, T. H. Marshall todo individo