As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 28/10/2020
Segundo a Constituição federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde. Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há diversas formas de exclusão e seus impactos sobre o bem-estar da população. Nesse sentido, é importante analisar que parte da sociedade tem sua garantia constitucional violada, o que é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação do problema.
Em primeiro plano, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, na criação de projetos eficazes em tornar hospitais mais inclusivos. Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, com o intuito de atingir o equilíbrio social. Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não organiza áreas nos postos de saúde destinadas ao atendimento de pessoas LGBT, de forma a garantir que esses grupos sejam cuidados por profissionais mais conscientes da realidade dessa população. Logo, a escassez dessa ação colabora para concentração de doenças nessa comunidade, já que parte dos cidadãos não heterossexuais sofrem com preconceito e discriminação e, por isso, tendem a evitar clínicas médicas.
Ademais, as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro podem ter relação com preconceitos, ao passo que algumas instituições de ensino demonstram-se ineficientes em estimular empatia na aprendizagem do estudante. Acerca disso, o filósofo Theodor Adorno apontou, como possibilidade sociológica, uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver uma escolaridade marcada por uma ética transcultural e inclusiva. Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, um senso crítico capaz de respeitar os diversos grupos sociais e étnicos do Brasil, como pessoas negras ou fiéis de religiões de matrizes africanas. Portanto, em função da baixa escolarização e do racismo, parte da população pode validar atos discriminatórios e, com efeito, prejudicar o bem-estar mental das vítimas e favorecer o surgimento de transtornos psicóticos.
Em conclusão, é responsabilidade do Estado, mediante o cumprimento de seus deveres previstos na Carta Magna, desenvolver medidas capazes de atenuar a problemática. Destarte, é dever do Ministério da Educação, por meio do financiamento de palestras educacionais, orientar os alunos sobre a necessidade de incluir e respeitar todos grupos sociais, como na aceitação de praticantes de candomblé e outras minorias religiosas. Desse modo, as diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro serão reduzidos, visto que a integração de cidadãos marginalizados irá auxiliar na conservação do bem-estar desses indivíduos e na construção de uma sociedade justa.