As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 04/11/2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve saúde como sendo o estado de bem-estar físico, mental e social. Porém, atingir a plenitude de todos esses aspectos é problemático no contexto brasileiro, principalmente, para a parte da população excluída, as minorias. Na história, casos de discriminação se tornaram ordinários. A escravidão e o Holocausto são exemplos da inferiorização de parte da população. Até hoje, efeitos são notados na sociedade como o preconceito, e esse aspecto implica até mesmo no acesso à saúde pública. Desse modo, fica clara a necessidade de se ofertar bem-estar em todos os âmbitos, com destaque, aos que são acometidos por situações segregatórias e tem sua saúde mental abalada por isso. Destarte, é notória relevância desse tema.
Antes de tudo, vale salientar que a Constituição Federal de 1988 traz a saúde como direito básico de todos e dever do Estado. A princípio, esses parâmetros são objetivados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os seus princípios, com ênfase no da equidade. Entretanto, esse campo sempre foi deficiente nos governos do Brasil. Em inúmeras reportagens nos telejornais é possível ver os efeitos da má administração e inadequação do trabalho feito nessa área no país, o que implica na falta de assistência aos que mais necessitam, já que faltam profissionais qualificados e recursos básicos.
Ademais, outro fator que amplifica a exclusão e a consequente dificuldade de acesso ao direito básico é o preconceito. A segregação é inegável na cultura mundial. Esses parâmetros influenciam na saúde mental dessa parte da população como mostrado no estudo da University College London, da Inglaterra, que revelou que a comunidade africana que vive no Reino Unido tem mais de 4 vezes maiores chances de manifestar uma doença psicológica, muito disso pelos atos de violência sofridos. No Brasil, a realidade não é diferente, o racismo é real, o que compromete o acesso à assistência médica, que ainda, esbarra na dificuldade enfrentada no sistema de saúde.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Nesse caso, cabe ao Ministério da Saúde ofertar oportunidades de assistência médica sem qualquer preconceito. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nesse plano deve estar previsto o trabalho de agentes de saúde, relacionados a assistentes sociais e psicólogos, no qual, ocorreram visitas periódicas às residências de toda a população. Para, dessa forma, executar ações mais pessoais, para fazer valer o princípio da equidade do SUS, e em caso de necessidade, deve haver encaminhamento a médicos especializados. Para isso, essa equipe deve passar por um treinamento e estar preparada para perceber a necessidade de intervir. Desse jeito, será possível, a longo prazo, cumprir o plenamente o pregado pela OMS, e além disso, amenizar a exclusão existente no país.