As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 17/11/2020

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira, que determinou o dever do Estado de zelar pela integridade física e mental de toda população. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que a lei exige, uma vez que as diversas formas de exclusão causam impactos à saúde do brasileiro. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de atuação governamental, quanto do preconceito aos homossexuais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é inevitável pontuar que o problema deriva da baixa atenção dada pelas autoridades, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, entretanto, isso não ocorre no país. Seguindo essa linha de pensamento, a Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) divulgou um relatório que destaca o Brasil como a sétima nação mais desigual do mundo, ficando atrás apenas do Continente Africano. Desse modo, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal, com o intuito de estabelecer uma comunidade honesta e neutra.

Ademais, é imperativo ressaltar que a homofobia alavanca um ciclo vicioso de colapsos ao SUS. De acordo com a Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, 69% dos médicos brasileiros heterossexuais vão contra à homossexualidade e consideram a opção sexual como algo contrário a ordem natural. Esse panorama lamentável, fomenta a essa classe de pessoas o medo de procurar assistência pública quando se tem algum tipo de doença, muitas vezes atrasando um tratamento básico que ao longo prazo se torna mais complexo e gera um custo bem maior à União. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que tal exclusão contribui para a perpetuação desse quadro injusto e antidemocrático.

Fica claro, portanto, que medidas são essenciais para conter o avanço da problemática na democracia brasileira. Dessa forma, com a finalidade de anular o preconceito e aumentar o atributo do atendimento médico, necessita-se, imediatamente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em cursos de capacitação aos servidores da área, com o fito de conscientizá-los e alertá-los quanto a imparcialidade no trabalho. Pela mesma razão, cabe ao Ministério da Educação organizar campanhas em todas as escolas da nação, com o propósito de educar os mais jovens no que tange a inclusão social, para um futuro mais igual aos cidadãos. Somente assim, será possível dar mais confiança aos excluídos e garantir os seus direitos previstos pela Constituição.