As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 20/11/2020

Conhecida como “cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, uma constituição federal foi promulgada em 1988 com a promessa de garantir os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que as diversas formas de exclusão e seus impactos na área de saúde para seus cidadãos como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no Brasil, devido não só à falta de acesso ao atendimento nos hospitais, mas também aos desprezados pela condição econômica ou pela sua sexualidade.

Deve se destacar, de início, que o Sistema Único de Saúde (SUS), definido pela Lei nº 8.080, tem como princípio a universalidade, a integralidade e a equidade, em resumo, ela define que todo ser humano tem direito à saúde e que os vulneráveis ​​têm atendimento prioritário. Entretanto, no presente, existe muita discriminação racial, econômica e de orientação sexual, os mesmos que se encaixa em algum tipo dos tópicos, acabam por receber comentários maldosos e olhares de julgamento, como foi comprovado por uma pesquisa feita pelo Grupo de Apoio à Livre Orientação Sexual do Cariri em 2013, no município Juazeiro do Norte.

Nesse contexto, vale ressaltar que o preconceito acaba atrapalhando a forma de tratamento ao paciente e consequentemente a pessoa acabar por evitar esses atendimentos de saúde para não ter que passar por constrangimentos. Assim, os negros e a população LGBTQIA +, segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina, possui quatro vezes maior chance de desenvolver depressão ou ansiedade e ainda estão propensas a agravos como hipertensão. Dessa forma, observa-se o despreparo das equipes médicas, tanto em questão de respeito, quanto a de informações. Portanto, é fundamental uma reforma na sociedade, para que todas as pessoas tenham um atendimento na saúde igualitário, independente de sua cor, condição financeira ou orientação sexual.

Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar as questões apresentadas. Logo,em primeiro momento, o Ministério da Cidadania e as Organizações não Governamentais, por meio da mídia, devem fazer campanhas que desconstrói os preconceitos e alertar a necessidade de um atendimento especial as massas afetadas, dando continuidade, o Ministério da Saúde e universidades, por meio de estudos, devem levantar os principais indicadores sanitários dos diversos grupos brasileiros. Nesse sentido,o feito de tal ação fará com que a desigualdade deixe de existir e que o atendimento na saúde melhore. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada, pois conforme Gabriel O pensador, “na mudança do presente, a gente molda o futuro”.