As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 30/11/2020
A partir de 1930, gays, homens e mulheres negros passaram a ser despachados para o Hospital da Colônia, manicômio em Barbacena, sem apresentarem sinais de insanidade. Esses indivíduos viviam em ambientes sujos e superlotados, excluídos da sociedade em função do preconceito reinante. Infelizmente, a exclusão social de minorias ainda é uma realidade no Brasil, sendo negados a elas condições adequadas que permitam o desenvolvimento de seu bem estar físico e psicológico e ofertas de serviços de saúde de qualidade.
Em primeiro plano, a precariedade das condições sanitárias das populações pretas e pardas é um dos fatores de exclusão desses grupos a seus direitos, tendo como consequência o aumento da probabilidade de esses grupos desenvolverem doenças. Segundo dados do IBGE de 2015, somente pouco mais de 50% dos lares de negros e pardos possuem saneamento básico, enquanto mais de 70% dos brancos têm acesso a esse serviço.
Ademais, o preconceito da população em relação a certos grupos constitui um entrave a um tratamento de saúde adequado. A população LGBT, por exemplo, ao procurar auxílio médico, sofre com constrangimentos por parte dos profissionais de saúde que os afastam da busca por apoio do sistema de saúde em problemas futuros. Assim, esses grupos se tornam mais vulneráveis a desenvolverem patologias.
Destarte, é inegável que as desigualdades e o preconceito restringem a plena garantia dos direitos à saúde para todos, sendo, por isso, essencial a implementação de medidas para solucioná-los. Logo, o Ministério da Saúde deve desenvolver pesquisas de avaliação dos tratamentos oferecidos à população LGBT e aplicar suspensões de médicos que forem denunciados em relação a constrangimentos a esses grupos, para se sentirem seguros a buscar auxílio dos profissionais de saúde. Ademais, o Estado deve aumentar o orçamento nacional a fim de oferecer saneamento básico para populações de habitações precárias.