As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 01/12/2020

O filósofo Rousseau, afirmava que a vida em sociedade é fruto da abdicação das vontades individuais humanas em prol o Estado como soberano. A partir disso, cabe a essa instituição assegurar o bem estar e as garantias individuais de seus cidadãos. No Brasil, no entanto, tal obrigação governamental é negligenciada, na proporção em que grupos de minorias estão alheios aos direitos constitucionais de saúde, educação e segurança. Portanto, é necessário analisar a origem das diferentes formas de exclusão e seus impactos sobre o brasileiro.

Inicialmente, as raízes históricas do Brasil, que remontam a uma sociedade colonial marcada pelo escravismo e pelo dogmatismo cristão, contribuem para a persistência de padrões discriminatórios. Isso decorre do fato de que, em primeiro lugar, etnias diferentes da europeia foram submetidas à escravidão, o que condicionou a sua inferiorização  dentro da sociedade. Ademais, a religião cristã, principal responsável pelo padrão moral no Brasil colonial, condenava a prática de relações homoafetivas. Consequentemente, a perseguição ao grupo LGBT foi normalizada e seus integrantes foram marginalizados.

Em razão disso, persistem no Brasil modelos de legislação formulados em torna da cultura do preconceito contra minorias étnicas e de gênero e que desamparam toda uma população marginalizada. O genocídio do sanatório de Barbacena materializa tal fato, uma vez que, dentre as vítimas, estavam pessoas negras, pardas e praticantes de relações homoafetivas de diferentes etnias. Além da exclusão jurídica, o preconceito enraizado nos valores morais do Brasil promove a exclusão dos grupos de minorias, uma vez que o sentimento de pertencimento é restringido e a legitimidade como cidadão é negada a eles, devido à ações de descriminação e violência verbal ou física .

Diante do que fora abordado, depreende-se a necessidade de atenuar as formas de exclusão presentes no Brasil, o que deverá ser realizado mediante as seguintes medidas: Ao Ministério do Desenvolvimento Social, compete, por meio da realização de debates nas esferas dos poderes legislativo, judiciário e executivo, o estimulo à ampliação do alcance das políticas sociais ao grupos marginalizados. O objetivo de tal ação é o alinhamento do Estado à busca da isonomia de todos os brasileiros, sem distinções. À Sociedade Civil Organizada, cabe a conscientização social da população, por intermédio da realização de palestras em espaços midiáticos, pautadas na importância da tolerância para com as diferenças na manutenção do bem estar geral, para que assim, grupos marginalizados sejam integrados.