As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 10/12/2020

De acordo com a Constituição Federal, artigo 5º,  todos os indivíduos são iguais, sem distinção de nenhuma natureza. No entanto, hodiernamente, algumas minorias enfrentam inúmeras formas de exclusão que impactam diretamente na saúde dos cidadãos, o que contradiz a Carta Magna Brasileira. Diante disso, deve-se analisar como que o preconceito e a desigualdade social causam a exclusão de minorias, o que atinge a qualidade da saúde desses indivíduos.

A priori, é fundamental salientar que a discriminação causa esse problema. Isso porque, de acordo com Albert Einsten, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito, tal afirmação evidencia que esse fenômeno está inserido nas relações sociais, inclusive no ambientes da saúde. Logo, é perceptível que minorias, como a comunidade LGBT, os negros e os idosos, constantemente discriminados pela sociedade, sejam negligenciados pelo sistema de saúde, o que faz com que recebam tratamento diferenciado, constantemente discriminados . Para exemplificar, um estudo realizado pela “Aliança Nacional de Doenças Mentais”, revela que um em cada cinco LBGT não revela sua orientação sexual para o profissional da saúde, isso evidencia que o preconceito é um modo de exclusão de tais pessoas.

Outrossim, a desigualdade social também causa tal problemática. Isso ocorre porque a série “3%”, produzida pela “Netflix”, é baseada na realidade brasileira e demonstra duas sociedades opostas, em que a população mais rica possui uma saúde efetiva, enquanto a comunidade mais pobre apresenta uma medicina precária. Dessa maneira, assim como evidenciado na série, a desigualdade social gera a exclusão de inúmeras pessoas, visto que a defasagem dos serviços ofertados a população mais pobre influencia na qualidade da saúde de tais indivíduos. Em decorrência disso, a discrepância de realidades é observada com falta de leitos, de médicos e de remédios, problemas que são enfrentados ,na maioria das vezes, pela comunidade menos favorecida e que impacta a qualidade de vida dessas pessoas.

Torna-se evidente, portanto, que o preconceito e a desigualdade social causam a exclusão de minorias, o que atinge a saúde dos brasileiros. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o SUS( Sistema Único de Saúde), promover uma intensa campanha contra o preconceito nos ambientes da saúde, por meio de campanhas e seminários, que preparem os agentes da saúde para o atendimento às minorias, com o intuito de garantir os direitos da Constituição Federal.

Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, em companhia do Ministério da Economia, reestruturar o sistema de saúde, por intermédio do envio de equipamentos para os ocais de atendimento, o que faz com que todos os espaços estejam preparados estruturalmente, com o fito de que a desigualdade social não impacte a saúde das minorias, o que atesta que cenários como o da série “3%” não ocorram.