As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 08/12/2020

De acordo com a Constituição Federal, artigo 5º, todos os indivíduos são iguais, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, hodiernamente, algumas minorias enfrentam inúmeras formas de exclusão que impactam diretamente na saúde de tais cidadãos, o que contradiz a Carta Magna Brasileira. Diante disso, deve-se analisar como que o preconceito e a desigualdade social causam a exclusão de minorias, o que atinge a qualidade da saúde dessas pessoas.

A priori, é fundamental salientar que o preconceito causa esse problema. Isso porque alguns indivíduos possuem tratamento diferente em relação à outras pessoas, tal atitude pode ser observada, principalmente, nos ambientes da saúde, em que minorias, como negros, idosos e a comunidade LGBT são negligenciados devido ao preconceito. Para comprovar a relevância de tal assunto, segundo Albert Einsten, é mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com o preconceito. Em decorrência disso, fica evidente que a discriminação é um fenômeno enraizado na sociedade, o que afeta bastante o tratamento dessa comunidade na saúde, o que gera uma qualidade de vida deficitária.

Ademais, a desigualdade social também causa tal problemática. Isso ocorre porque a sociedade brasileira é muito desigual, em que uma pequena parcela é muito rica e a grande maioria é pobre, essa discrepância impacta bastante na qualidade do serviço ofertado a população menos favorecida. Para exemplificar esse cenário, a série “3%”, produzida pela “Netflix”, evidencia a desigualdade entre duas sociedades, a população mais pobre, a maioria, apresentam uma saúde mais precária e ineficiente, totalmente ao contrário das pessoas mais ricas. Em consequência disso, a discrepância no Brasil gera a exclusão de inúmeros indivíduos, o que interfere na qualidade da saúde ofertada a população.

Torna-se evidente, portanto, que o preconceito e a desigualdade social causam a exclusão de minorias, o que atinge a saúde dos brasileiros. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação promover uma intensa campanha contra o preconceito, por meio de palestras e seminários em escolas, faculdades e ambiente da saúde, com o intuito de acabar com a discriminação, o que garantirá os direitos da Constituição Federal. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde reestruturar o sistema de saúde, por intermédio de mudanças na infraestrutura nos locais da saúde, com o intuito de promover a igualdade nos atendimentos, o que afirma que cenários como o da série “3%” não ocorram. Dessa maneira, todos os indivíduos serão iguais, como garante a Carta Magna Brasileira.