As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 21/12/2020
De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, todo e qualquer cidadão, sem distinção de qualquer natureza, possui o pleno direito a igualdade. No entanto, diferentemente do que propõe a atual Carta Magna, hodiernamente, a população brasileira convive com uma constante e intensa desigualdade social, proporcionando impactos severos sobre a saúde pública nacional. A partir desse contexto, é imperial entender como a desigualdade consolidou-se tão fortemente na sociedade e de que forma essa celeuma afeta diretamente a saúde do brasileiro.
Em primeiro plano, destaca-se que, a desigualdade é fruto de um longo periodo histórico marcado por problemas estruturais. Nesse viés, destaca-se a época em que o Brasil ainda era um colônia europeia e sofria com conjecturas marcadas pela intolerância, caracterizada pela exploração de grupos menos favorecidos. Na qual, negros, indígenas, mulheres e doentes mentais eram animalizados e muitas vezes escravízados ou excluídos da sociedade sem desfrutar de direitos míninos, como saúde e dignidade, que caracterizam fundamentos essenciais à cidadania. Com efeito, nos dias atuais, por mais que a cidadania tenha sido conquistada por esses grupos, atos de exclusão e desigualdade ainda persistem enraizados na sociedade, o que contradiz veementemente a definição de saúde, que de acordo com a Organização Mundial da Saúde, implica na condição não só física mas social do ser.
Em segundo plano, é improvável pensar que um país com um histórico tão decadente como o Brasil não obtivesse seus problemas básicos apoiados em imbróglios sociais. Desse modo, diversos fatores implicam no mau funcionamento da saúde pública. Um exemplo importante é a violência descontrolada nos espaços urbanos, na qual, além de ratificar casos de insegurança que gera, consequentemente, uma má qualidade de vida à população, abastecem em grande medida um falho plano de reabilitação, onde presídios ficam sobrecarregados e oferecem menos que o mínimo de saúde e humanidade para que os detentos possam reinstituir-se dignamente ao meio social. Além disso, casos de preconceito ainda são frequentes nos centros de saúde, o que dificulta ainda mais o acesso de grupos excluidos ou fora dos padrões estabelecidos pela sociedade a esses meios. Assim, evidencia-se que, um sistema de saúde escasso é um sintoma intrinseco de um país que preserva hábitos arcaicos de exclusão social.
Portanto, ações são necessárias para modificar esse cenário. Para tanto, urge que Organizações Não Governamentais, através dos meios midiáticos, como canais televisívos e redes sociais, promova propagandas que demostrem a realidade da saúde pública em locais afastados das grandes metrópoles, como em hospitais públicos e presídios, para que, por meio de um esclarecimento da população, haja a promoção da equidade social e, com efeito, uma pressão direta aos responsáveis.