As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 13/01/2021
De acordo com o Artigo 5 da Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1988, todos são iguais perante a lei. Entretanto, ainda no século XXI, diversas pessoas continuam mantendo alguns tipos de preconceito em seus atos, seja esse homofobia, racismo, xenofobia, e, até mesmo, preconceito contra pessoas com deficiência (os chamados PCD’s). Essa realidade deve-se a falhas estruturais e educacionais que contribuem para o agravamento de problemas, como o maior desenvolvimento de transtornos mentais principalmente nesses grupos) e uma maior dificuldade em conseguir atendimento médico de qualidade, no caso dos mais pobres.
Nesse contexto, é importante ressaltar que aqueles que, por algum motivo, são julgados como “diferentes” por uma parte da sociedade, como pessoas do grupo LGBTQIA+, negros e indígenas, possuem maiores chances de desenvolver transtornos mentais, como afirma um estudo realizado pela University College London. Ainda, a situação se torna mais complicada quando o atual Presidente da República ameaça encerrar com os programas voltados á saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS), dificultando cada vez mais uma possibilidade de atendimento voltada para quem precisa.
Ademais, no caso do grupo LGBTQIA+, uma particulariedade se sobressai. Há alguns anos, o termo usado para definir algumas pessoas desse grupo era “homossexualismo”, palavra que se refere à doença. Outrossim, muitas pessoas que fazem parte de algum grupo excluído normalmente tem dificuldades em conseguir um atendimento médico de qualidade, não apenas por, na maioria das vezes, ser público, mas também porque a consulta não é feita de maneira correta em decorrência do preconceito existente.
Em virtude dos fatos mencionados, urge que mudanças sejam feitas afim de reverter esse quadro de exclusão sobre diversos grupos presentes no Brasil. Logo, analogamente ao pensamento do filósofo Pitágoras em “é preciso educar as crianças para não punir os homens”, as organizações educacionais devem incluir ou adicionar em seu currículo escolar aulas sobre empatia, uma vez que não são todas as famílias que passam essa virtude ás crianças, como uma forma de tentar desenvolver crianças mais solidárias. Ainda, o Governo, com o auxílio das mídias (para que o alcance seja maior), deve disponibilizar periodicamente atendimentos psicológicos para aqueles que mais sofrem com o problema da exclusão, e, dessa forma, tentar reverter essa situação no país.