As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro
Enviada em 13/01/2021
O Brasil é um país paradoxal: Tem a segunda maior população negra do mundo, mas convive com racismo estrutural. Possue o maior acesso a pornografia trans no mundo, mas é o que mais mata trans, sem estar em regime teocrático ou qualquer tipo de ditadura. O país reflete preconceito e na saúde não é diferente.
Um fato absurdo que perdurou por décadas, é que gays teriam seu sangue descartado na doação de sangue, caso declarassem que tenham feito sexo com outro homem. Estigmado da década de 80 e 90 sobre a disseminação da Aids pelos homossexuais. O preconceito social reflete no bem-estar, na saúde da minoria social.
A OMS alertou sobre o aumento do índice de suicidio entre jovens nativos brasileiros de diversas etnias. Há depressão por diversos motivos e falta de estrutura da saúde em lidar com isso. População negra é a que mais morre. De bala perdida, por doenças com pré-disposição genética como pressão alta, e é a parcela que sofre os efeitos mais devastadores do sucateamento da saúde pública, no qual dependem tanto.
Gays e transsexuais sofrem violencia fisica e emocional, dentro de casa, na rua, na escola. Não há um programa do ministério de saúde, de forma global, que atenda essa população, não só na parte psicológica, mas também no auxilio para tratamento hormonal e operações de mudança de sexo para as transsexuais.
Para mitigar os diversos problemas de exclusão social, que acarretam na piora da saúde de pessoas que são consideradas minorias, seria atuar em duas frentes: Educação e diretamente na saúde. Na educação seria um projeto futuro, ensinando sobre as diversidades étnicas e de genêro, para crianças e adolescentes assimilarem, e na área da saúde, criando frentes com psicólogos e psiquiatras que trabalhem com foco na diversidade étnica e sexuais, abordando os diversos tipos de preconceito, vividos por essa população.