As diversas formas de exclusão e seus impactos sobre a saúde do brasileiro

Enviada em 02/02/2021

A Constituição Federal afirma que todos são iguais em direitos, sem qualquer distinção. Na esteira desse processo, a diversas exclusões que vários grupos socialmente vulneráveis sofrem fere diretamente a garantia desse direito social. Nesse sentido, as consequências causadas por essa desigualdade afetam a saúde física e mental desses indivíduos, tornando-se, assim, um obstáculo rumo ao desenvolvimento social.

Em primeiro lugar é imperioso salientar que o Brasil é um dos líderes de exclusão social no Mundo. Nessa visão, segundo o filósofo Thomas Marshall, a cidadania consiste no conjunto de direitos políticos e sociais garantidos por uma constituição. Sob essa perspectiva, dados do IBGE apontam que mais de 25% da população brasileira vive em condições precárias, sendo negros e LGBT’s em sua maioria. Dessa maneira, esses dados implicam numa maior exclusão de direitos como saúde, educação, saneamento e moradia a essas minorias sociais. Logo, tais fatos são barreiras que impedem o avanço da maquinaria social.

Por esse viés, a terra verde e amarela carrega em seu bojo as sequelas desse estigma social. Nesse cenário, a saúde dessa população minoritária acaba sendo afetada devido ao preconceito e as séries de exclusões que esse grupo sofre no cerne brasileiro. De acordo com o Ministério da Saúde, jovens negros tem maior chance de cometer suicídio do que brancos e, além disso, esse percentual aumenta ainda mais em grupos LGBT’s. Assim, os números revelam as várias condutas inadequadas e preconceituosas que deixam esses indivíduos desassistidos dos programas de saúde e, também, a experiências negativas com esse setor. Sendo assim, o Brasil tem um longo caminha a percorrer rumo a solução desse problema.

Dessa forma, medidas entre Poder Público e Sociedade Civil são necessários para combater esse hematoma social. Nessa égide, cabe ao Ministério da Saúde promover eventos voltados aos vários profissionais da saúde com o intuito de esclarecer acerca da diversidade – com a ajuda de psicólogos e profissionais engajados nesse movimento – fazendo com que os indivíduos socialmente vulneráveis tenham, de fato, atendimento médico digno. Ademais, as escolas devem fomentar projetos voltados aos alunos e toda população convidado várias pessoas desses grupos, mostrando o quanto o preconceito e a falta de informação podem afetar a vida e os direitos desses indivíduos. Feito isso, o principio da isonomia será, de fato, uma realidade.